segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Lideranças que deixam marcas boas na nossa trajetória profissional




Semana passada vi aqui no LinkedIn um post de um amigo falando sobre liderança e sobre líderes. Isso me fez pensar, mais uma vez, em como é importante termos bons líderes ao longo da nossa trajetória profissional.

A partir dessa reflexão, comecei a pensar nos líderes que tive durante esses tantos anos atuando na área de Comunicação.


Já trabalhei com líderes de vários tipos: uns bons, outros muito bons e alguns que, infelizmente, não foram tão bons assim. Mas, até as experiências com lideranças mais frágeis nos ensinam alguma coisa. Mesmo quando sofremos no dia a dia, elas podem nos ensinar a sermos mais fortes e, principalmente, a refletir sobre o tipo de profissional e líder que queremos ser.


Mas hoje não quero falar sobre essas experiências ruins, e sim, quero ressaltar e agradecer às pessoas que foram líderes para mim e que contribuíram para que eu crescesse como profissional e também como pessoa. Afinal, uma coisa está diretamente ligada à outra.


Minha primeira menção é para a Mônica, minha coordenadora na época do estágio, na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Uma profissional competente, justa e acolhedora, que me ensinou muito sobre comunicação, assessoria de imprensa, conteúdo e escrita na prática. Além disso, sempre incentivou e acreditou em seus estagiários.


Outra líder que merece destaque é Nancy Assad, dona da agência N.A Comunicação. Com ela, aprendi muito sobre postura profissional, relacionamento com clientes e, principalmente, sobre como lidar com jornalistas e também em como ser jornaista.


Mais adiante, em uma nova fase da minha carreira, quando comecei a atuar como UX Writer e a olhar com mais profundidade para a experiência do usuário, tive o prazer de trabalhar com dois gerentes na NTT DATA: Marcelo Ficotto e Fábio Ruggiero. Dois excelentes líderes, que sabiam dar liberdade, autonomia e, acima de tudo, confiavam no trabalho de seus liderados.


Ainda nessa empresa, preciso mencionar duas Tatis. Na época, elas ainda não eram líderes oficialmente, mas já exerciam esse papel: Tatiane de Paula e Tatiana Amaral. Duas queridas que me ajudaram e me guiaram muito nesse novo mundo de UX. E que, depois, também me deram a oportunidade de fazer o mesmo com outros profissionais que chegavam.


É muito bom trabalhar ao lado de pessoas que você admira e que também admiram você.


E, por último, mas nem um pouco menos importante, está aqui apenas porque estou seguindo uma ordem cronológica, Indianara. Que gerente. E que pessoa incrível! Determinada, humana e uma líder que dava autonomia para lidar com todas situações, confiava no trabalho de seus liderados e, acima de tudo, estava sempre por perto. Mesmo quando estava longe, se fazia presente. Estava sempre pronta para ouvir, entender cada situação e apoiar em todas as necessidades.


São essas pessoas que fazem um ambiente de trabalho melhor. São essas pessoas que fazem uma equipe evoluir. São essas pessoas que nos fazem querer ser profissionais melhores.


Por isso, fica aqui este pequeno registro de gratidão a alguns dos bons líderes que passaram pela minha trajetória.


Porque, no final, bons líderes não deixam apenas resultados. Deixam marcas. E algumas delas levamos para a vida inteira.



Escrita por Angely Biffi

31/08/2026

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

A experiência começa antes da interface

 


Quando falamos em UX, é comum pensarmos em telas, botões, fluxos e jornadas.

Mas, a experiência do usuário começa bem antes disso. Antes de abrir um aplicativo, entrar em um site, ou conversar com um chatbot, a pessoa já chega com uma necessidade, uma expectativa, ou até uma frustração.

E isso muda tudo!

Vamos imaginar que uma pessoa entra no aplicativo de um banco porque identificou uma cobrança que não reconhece. Essa pessoa não está apenas "navegando por uma interface". Ela está preocupada e quer resolver um problema.

Por isso, uma boa experiência não depende apenas de uma tela bonita, ou de poucos cliques. É preciso entender o contexto, o momento, o que está acontecendo e o que aquela pessoa realmente precisa.

Para o UX Writer, essa reflexão é ainda mais importante, pois nosso trabalho não começa quando recebemos uma tela com um espaço para escrever uma mensagem.

Começa antes: entendendo o problema, o usuário, o negócio e o que precisa acontecer naquela jornada.

Às vezes, a solução é uma boa frase. Às vezes, é mudar o fluxo. E, às vezes, é perceber que aquele texto, ou botão nem deveria existir.

UX não é sobre preencher telas. É sobre facilitar experiências.

E talvez essa seja uma das principais diferenças entre pensar em interface e pensar verdadeiramente em experiência.

Porque a interface é apenas um ponto de contato. Já a experiência começa muito antes, e continua muito depois dela. 

O UX precisa estar ali, acompanhando tudo do início ao fim, para garantir o resultado esperado para o negócio e, principalmente, uma experiência cada vez melhor para o usuário.


Escrita por Angely Biffi 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

UX Writer e a Inteligência Artificial


Durante muito tempo, o trabalho do UX Writer foi associado apenas à escrita. Criar textos para botões, mensagens de erro, fluxos e interfaces parecia ser o centro da profissão.
Mas quem trabalha com UX sabe que nunca foi só isso. UX Writing sempre foi sobre entender pessoas, resolver problemas e transformar experiências complexas em jornadas simples, intuitivas e eficientes.

Agora, um novo capítulo faz parte da nossa rotina: a Inteligência Artificial.
No início, muita gente enxergou a IA como uma ameaça. Hoje, acredito que a pergunta mudou. Não é mais: "A IA vai substituir o UX Writer?", mas sim: "Como ela pode potencializar o nosso trabalho?"

A IA é excelente para acelerar tarefas. Ela organiza informações, resume pesquisas, apoia brainstorms, cria versões iniciais de conteúdo e nos devolve um recurso cada vez mais valioso: tempo.

Mas ela não conhece profundamente o contexto do produto, não entende a estratégia do negócio e, principalmente, não compreende as emoções e expectativas de quem está do outro lado da tela.

É aí que o UX Writer continua sendo indispensável. Somos nós que fazemos as perguntas certas. Que entendemos o comportamento do usuário. Que conectamos as necessidades das pessoas aos objetivos do negócio. Que decidimos quando um texto deve orientar, tranquilizar, alertar ou simplesmente desaparecer para que a interface fale por si.

A Inteligência Artificial gera possibilidades. O UX Writer faz escolhas.

E talvez essa seja a maior transformação da profissão. Estamos deixando de ser apenas escritores de interface para nos tornarmos profissionais capazes de conectar comportamento humano, estratégia, tecnologia e negócios.

Quem trabalha com UX não precisa competir com a IA, precisa aprender a trabalhar com ela.
Quanto mais a tecnologia evolui, mais importantes se tornam habilidades que continuam sendo essencialmente humanas: empatia, pensamento crítico, criatividade, visão estratégica e capacidade de resolver problemas.

No fim, acredito que o futuro do UX não pertence nem à Inteligência Artificial, nem aos profissionais que insistem em ignorá-la. Pertence àqueles que entendem que a melhor experiência do usuário nasce da combinação entre inteligência humana e inteligência artificial.

É unir o melhor da IA com aquilo que nenhuma máquina consegue replicar: a capacidade de compreender pessoas, interpretar contextos e transformar essa compreensão em experiências que realmente façam sentido.

Porque, no fim, a Inteligência Artificial pode até escrever uma interface. Mas ainda somos nós que damos significado à experiência.

E talvez essa seja a habilidade mais valiosa que teremos daqui para frente.

A tecnologia continuará evoluindo. As ferramentas continuarão mudando.

Mas, enquanto houver pessoas do outro lado da tela, continuará existindo espaço para profissionais que entendem de pessoas.

E, essa parceria entre UX e Inteligência Artificial... está apenas começando.


Escrita por Angely Biffi
03/08/2026

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Somos muito mais do que o nosso último cargo



Vivemos em um mundo que muda o tempo todo. Novas profissões surgem, outras se transformam, ferramentas evoluem e competências que antes eram diferenciais passam a ser requisitos básicos. Nesse cenário de constantes mudanças, nós também mudamos. Aprendemos, nos reinventamos e seguimos construindo nossa carreira.

Mas, às vezes fico pensando e me pergunto: Será que nós enxergamos nossa carreira como um todo, ou apenas pela nossa experiência mais recente?

Ao longo da minha vida profissional, construí uma trajetória de mais de 15 anos na área da Comunicação. Passei por assessoria de imprensa, comunicação interna, comunicação institucional, produção de conteúdo, redação e diversos projetos de comunicação. Nos últimos dez anos, direcionei minha carreira para UX Writing, Design Conversacional e Experiência do Usuário.

À primeira vista, essas experiências podem parecer diferentes, mas todas estão ligadas a comunicação, conteúdo e preocupação com a marca e o cliente. Além disso, elas fazem parte da minha história. 

Uma carreira não é feita de capítulos isolados, ela é construída com muito aprendizado e experiências, vivências por vários setores, segmentos, etc.

Gosto de imaginar a trajetória profissional como um grande quebra-cabeça. Cada experiência adiciona uma peça.

Algumas nos ensinam técnica. Outras desenvolvem nossa capacidade de ouvir e algumas fortalecem nossa criatividade. Outras nos tornam mais estratégicos. Mas, o mais importante é que nenhuma delas perde o seu valor porque veio antes, ou depois, na realidade elas somam valores e nos moldam como um profissional melhor e mais completo. Essa soma constrói nossa forma de pensar, resolver problemas e nos relacionarmos com outras pessoas.

Quando comecei minha carreira, escrevia pensando em informar. Hoje, como UX Writer, escrevo pensando em orientar, simplificar, acolher e facilitar a vida das pessoas.

A escrita mudou. As ferramentas mudaram. As metodologias evoluíram. Mas, a essência continua exatamente a mesma: comunicar com clareza.

Tudo o que aprendi na comunicação institucional, na produção de conteúdo, ou na assessoria de imprensa continua presente nas decisões que tomo hoje ao escrever um texto para um aplicativo, desenhar uma conversa para um chatbot, ou construir uma jornada digital.

Nada ficou para trás. Tudo evoluiu junto comigo.

Carreira é repertório! Porque repertório não se aprende em um único curso nem em uma única função, ele nasce da combinação de experiências, da convivência com pessoas diferentes, dos projetos que deram certo, ou errados

É esse repertório que nos ajuda a conectar ideias, encontrar soluções criativas e enxergar problemas por diferentes perspectivas. Quanto maior a diversidade das experiências, maior tende a ser nossa capacidade de fazer essas conexões.

A mesma coisa, quando escolhemos uma nova especialização, temos a sensação de que estamos deixando uma parte da nossa história para trás. Mas, ninguém recomeça do zero. Quando vamos apreder uma nova função, uma nova ferramenta, ou uma nova metodologia, sempre levamos os aprendizados anteriores juntos e um enriquece o outro.

Por isso, podemos afirmar que cada nova etapa da carreira se apoia sobre a anterior. E, é por isso que profissionais que transitam entre diferentes áreas costumam desenvolver uma visão mais ampla, mais estratégica e mais humana.

Pois, eles não carregam apenas conhecimento técnico, eles levam consigo todo um contexto.

Talvez o maior erro seja imaginar que nossa carreira pode ser resumida por um cargo, um título ou uma especialização.

Somos muito mais do que isso. Nossa história profissional não é feita apenas do que estamos fazendo hoje, ela é construída por todas as experiências que nos trouxeram até aqui.

E talvez seja justamente essa combinação de vivências que faça cada profissional ser único. Porque conhecimento pode ser aprendido, ferramentas podem ser dominadas.

Mas, uma trajetória construída com curiosidade, adaptação e vontade de evoluir... Essa ninguém consegue copiar.

E você? Quando olha para sua carreira, enxerga apenas o cargo que ocupa hoje, ou consegue perceber todas as experiências que fizeram de você o profissional que é atualmente?


Escrita por Angely Biffi

24/07/2026

terça-feira, 19 de maio de 2026

SP Innovation Week 2026: tecnologia, comportamento e o humano no centro, meu relato do último dia do evento


Entre os dias 13 e 15 de maio, a Arena Mercado Livre Pacaembu recebeu, em parceria com a FAAP, um dos eventos mais vibrantes: o SP Innovation Week 2026.


Eu estive lá no último dia para absorver, aprender e viver de perto o que está movendo o futuro da inovação no Brasil.


E o que encontrei foi muito além de tecnologia: encontrei gente, histórias, inquietações e visões que revelam como o futuro está sendo moldado e como nós também moldamos esse futuro.


Pelos corredores, o que se via era um ecossistema pulsante: expositores, startups, ferramentas de IA para empreendedorismo, saúde, agronegócio, varejo, educação, sustentabilidade, e muito mais.


Aqui, no blog, vou compartilhar algumas palestras que consegui participar.


Palestra 1. “Angélica além do Palco: Longevidade, Bem-Estar e Performance”
com Angélica


A primeira palestra que acompanhei foi, surpreendentemente, uma palestra com conteúdo muito humano.


Angélica trouxe uma conversa íntima sobre bem-estar, saúde mental e longevidade profissional,  temas que, hoje, atravessam tanto carreiras artísticas quanto ambientes corporativos.


Ela contou sobre ter começado cedo demais, carregando responsabilidades e expectativas desde a infância, até o ponto em que o corpo e a mente começaram a pedir socorro: crises de pânico, perda de prazer, exaustão emocional.


O ponto mais forte da fala dela foi sobre como empresas finalmente estão entendendo que: "Ninguém é criativo, produtivo ou excelente se não estiver bem de dentro pra fora.”


Hoje, o bem-estar não é mais um “benefício”: é um pilar estratégico de qualquer empresa que queira funcionar.


Foi uma palestra leve, real e profundamente necessária.


Palestra 2. “Inteligência Artificial para Negócios: da implantação a resultados”
com Camila Farani — Empresária, Investidora-Anjo e Sócia-Fundadora da G2 Capital


Nessa palestra, Camila Farani trouxe exatamente o que o público queria ouvir: como usar IA para gerar resultados reais.


Ela falou sobre visão estratégica, inteligência de dados e mentalidade digital.


Mas o ponto mais interessante foi quando destacou que IA não é novidade, ela já está entre nós há mais de 10 anos.


Começou timidamente, dependente do ser humano, mas evoluiu rápido.


Segundo Camila: "Se você tiver uma boa arquitetura de IA no seu negócio, ela traz resultados. Traz vendas.”


E foi clara ao reforçar que IA não substitui estratégia: ela potencializa quem sabe o que quer.


Palestra 3. “Humanos e Máquinas: O que acontece quando humanizamos a AI”
com Carla Mayumi Albertuni — Sócia-fundadora da Talk Inc


Essa foi, sem dúvida, uma palestra muito provocadora, para pensarmos muito em nossas ações com a IA.


Carla trouxe um dado que me fez refletir: 49% dos brasileiros já usam IA como conselheira pessoal.


Isso mesmo. Não apenas para tarefas práticas, mas para questões emocionais.


Ela mostrou que a relação entre humanos e IA está se tornando íntima. As pessoas chamam IA de amiga, de confidente, usam para apoio emocional.


Outros dados apresentados:
72% usam IA pela praticidade
69% por conforto emocional
56% para lidar com introversão
26% por solidão


Segundo Carla, estamos vivendo não apenas uma transformação tecnológica, mas comportamental.


As pessoas estão depositando afeto, confiança e até expectativas de relacionamento perfeito na IA.


Aqui fica também um alerta e um convite à reflexão sobre limites, ética e futuro. Até que ponto esse comportamento é saudável para nós?



Palestra 4. “Construindo a Soberania Quântica Brasileira”
com Amílcar Rabelo de Queiroz (FAPESQ) & Claudio Benedito Silva Furtado (UFPB)


Aqui, o assunto ficou mais técnico, mas igualmente fascinante.


A palestra abordou a computação quântica como estratégia de soberania tecnológica.


Uma verdadeira corrida global que envolve: segurança, inteligência artificial, ciência e infraestrutura digital.


Os palestrantes reforçaram que dominar tecnologias quânticas significa independência estratégica para o país.


E mais: destacaram a criatividade brasileira como diferencial, algo que não pode ser subestimado.


Inovação não nasce só de máquinas. Nasce de gente, tempo e conhecimento.



Palestra 5. “O humano no centro: trabalho, tecnologia e adaptação”
com Leila Zimmermann (Mondelez Internacional) & Antônio Lemos (Voith Paper)

Essa última palestra que consegui participar fechou o dia com chave de ouro o meu dia no evento.


O tema central: como preparar profissionais e organizações para um futuro em que tecnologia e trabalho se transformam simultaneamente.


Alguns pontos marcantes:


A tecnologia não elimina empregos, ela transforma. Novas funções surgem, novas carreiras nascem. A mão de obra muda, mas não desaparece.


A máquina opera, mas o humano decide.


Os palestrantes concordaram que IA não ocupa o espaço estratégico. Ela potencializa, mas não substitui.


Dados só fazem sentido se soubermos interpretá-los.


Antônio deu um exemplo claro: cruzar dados das máquinas com manuais antigos gera inteligência nova e melhora a operação.


O futuro é colaborativo: humano + agente (bot).
Trabalharemos lado a lado, cada um com suas competências.


Os palestrantes passaram uma visão realista sem ser alarmista. Tecnologia vem como propulsora, não como ameaça.



Além das palestras, caminhar pelo evento era respirar inovação. Telas, robôs, startups, painéis, simuladores, protótipos…


Cada espaço parecia um passo a mais para dentro do futuro.


Foi uma sexta-feira intensa, rica e inspiradora!

Saí de lá com a sensação de que estamos vivendo um momento histórico, um momento em que tecnologia, comportamento, negócios e humanidade se cruzam a todo instante.

E, como UX Writer, volto para casa com uma certeza: precisamos da tecnologia, mas o futuro só faz sentido se continuar sendo construído por pessoas e para pessoas.



Por Angely Biffi

19/05/2026



terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Onde você deve criar seu chatbot: no App ou no WhatsApp?

 


Atualmente, eu estava fazendo um bench para responder essa pergunta, então resolvi transformar esse trabalho em um artigo.

O primeiro passo é entender qual canal realmente potencializa sua estratégia digital. À medida que o comportamento do consumidor evolui, as empresas buscam novos caminhos para oferecer atendimento rápido, eficiente e, principalmente, disponível nos canais que os clientes mais utilizam.

Nesse cenário, os chatbots se tornaram aliados indispensáveis, mas uma dúvida permanece no centro das decisões das empresas, das equipes de Produto, CX e Marketing: É melhor investir em um chatbot dentro do aplicativo, ou priorizar o WhatsApp como principal canal conversacional?

A verdade é que os dois canais têm características muito diferentes. Cada um traz vantagens específicas, limitações claras e vocações próprias que moldam a maneira como o consumidor se relaciona com a marca. Por isso, a escolha do canal ideal começa entendendo como e por que cada um deles funciona tão bem em determinados contextos.

E a diferença começa na porta de entrada: no aplicativo, o usuário precisa baixar, instalar e, geralmente, criar uma conta para acessar o chatbot. É uma jornada que envolve mais etapas, mas que recompensa com um ambiente totalmente customizado, seguro, controlado e integrado ao ecossistema da marca.

No WhatsApp, partindo do ponto que o cliente já tenha o número de telefone para contato no WhatsApp, o consumidor já está lá, usa todos os dias e, para falar com a empresa, precisa apenas do número oficial. É um contato direto, simples e de baixíssima fricção, ideal para quem busca agilidade e conveniência.

Então, o que devemos avaliar para considerar o melhor canal para usar é a experiência e a profundidade de cada um dos canais, de acordo com o que a empresa quer no momento.

Dentro do app, a experiência do chatbot é rica e extremamente flexível. Ali é possível construir fluxos longos, personalizar telas, usar carrosséis, enviar cards, integrar GPS, câmera, biometria e criar interações profundas que só são possíveis quando a empresa controla totalmente o canal.

O app se torna, assim, o espaço ideal para jornadas robustas: acompanhamento completo de pedidos, onboarding detalhado, histórico do cliente, programas de fidelidade, pagamentos avançados e tudo aquilo que exige segurança e contexto.

No app, a empresa tem liberdade total. As notificações push permitem iniciar conversas diretamente, sem depender da ação do cliente. A sessão é persistente, o login é seguro e a experiência pode ser desenhada para cada tipo de usuário.

Além disso, o aplicativo oferece o nível máximo de controle. Todo gerenciamento de dados, autenticação forte, políticas de privacidade, armazenamento e sessão é administrado pela própria empresa, garantindo total aderência a regulamentações como a LGPD.

Já no WhatsApp, o cenário é oposto: a simplicidade é o grande diferencial. A interface é leve, direta e conversa naturalmente com o dia a dia do usuário. Os fluxos precisam ser objetivos, curtos, e seguem o estilo da própria ferramenta, o que diminui barreiras, aumenta a aceitação e torna o atendimento extremamente rápido. Isso explica por que o WhatsApp se destaca tanto em suporte, vendas rápidas e relacionamento contínuo.

No WhatsApp, o relacionamento segue as regras da Meta: existe uma janela de 24h para mensagens livres; comunicações proativas exigem templates pagos e a empresa só pode enviar mensagens após uma interação do cliente.

Ainda assim, o canal funciona muito bem para lembretes, confirmações, suporte pós-compra e recuperação de engajamento.

Pensando em segurança, claro que o WhatsApp também é seguro, mas o controle é compartilhado. A identificação é feita apenas pelo número de telefone, e as políticas da plataforma limitam algumas práticas de dados e jornada.

Agora quando vamos falar sobre valores. Aqui surge uma diferença estratégica importante, o app exige maior investimento inicial, tanto em desenvolvimento quanto em manutenção. Porém, ao longo do tempo, a operação tende a ser mais barata, estável e previsível. Já o WhatsApp tem baixo custo de entrada e implementação extremamente rápida, permitindo lançar novos fluxos, testar MVPs e validar ideias sem esforço. O custo, no entanto, cresce conforme o volume de conversas, já que a cobrança é por sessão.

Em escala global, o WhatsApp se destaca, especialmente para negócios que querem operar internacionalmente com agilidade.

Mas, então qual canal devo escolher?

Chatbot no App é melhor quando:

A empresa já tem um app forte e com boa base ativa.

Os fluxos exigem profundidade, personalização e integrações complexas.

É preciso trabalhar segurança e controle total.

Push notifications são fundamentais para iniciar conversas.

A prioridade é retenção, fidelização e experiência completa.

A operação depende de jornadas críticas, seguras e escaláveis.

Chatbot no WhatsApp é melhor quando:

O objetivo é alcance rápido e baixo esforço.

O público é amplo e pouco engajado no app.

Suporte e vendas precisam de velocidade.

A empresa busca um lançamento rápido, de baixo custo e que gere valor imediato.

O foco é relacionamento, proximidade e eficiência no atendimento.

O time precisa validar hipóteses e construir MVPs de forma ágil.

Ao analisar todos esses pontos, fica claro que não existe uma resposta única. O app e o WhatsApp não competem, eles se completam. Enquanto o aplicativo entrega profundidade, segurança e personalização, o WhatsApp oferece alcance, rapidez e relacionamento. Então, use o WhatsApp para conquistar, ativar e engajar rapidamente. E, use o App para oferecer uma experiência completa, segura e de alto valor.

Por isso, a estratégia mais eficiente é unir os dois canais. Empresas que combinam esses canais conseguem criar jornadas mais fluidas e humanas, reduzindo atritos e entregando exatamente o que o usuário precisa no momento e no canal que ele prefere.


Escrita por Angely Biffi 

03/02/2026

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Como se preparar para o novo ano pensando nas tendências de UX


O campo de UX está em plena transformação e 2026 promete ser o ano em que muitas das tendências que vêm se desenhando, se consolidem de vez nesse novo ano. Se em 2024 e 2025 já tivemos avanços significativos com inteligência artificial e interfaces mais intuitivas, o que vem por aí redefine como pensamos e projetamos experiências digitais. Então, como será o cenário de UX no próximo ano?

Primeiro ponto que podemos analisar é sobre a IA como colaborador de design e não só ferramenta. A Inteligência Artificial passa de ser somente ferramenta para parceira criativa no processo de design. Isso significa usar IA para gerar insights, testar hipóteses, automatizar rituais repetitivos de prototipação e até sugerir padrões de UX com base em dados reais de comportamento. Mais relevante ainda: ferramentas de IA personalizam experiências para o usuário em tempo real, com interfaces que se adaptam ao perfil, contexto e intenção de cada pessoa. 

Outro ponto importante são as interfaces clássicas, cliques, toques, menus que começam a dar espaço para experiências multimodais, que combinam voz, gesto, toque, olhar e sensações táteis. Essa tendência é impulsionada pela popularização de AR/VR, dispositivos vestíveis (wearables) e sensores ambientais que interpretam contexto e intenção do usuário. Imagine um sistema que entende quando você olha para um botão e destaca automaticamente, ou que responde a comandos naturais como “encontre minha última reunião” sem que você precise digitar. Esse tipo de design exige que pensemos além de pixels e consideremos o corpo inteiro do usuário na interação.

Mais um conceito que veio para ficar é Zero UI, onde as interfaces desaparecem para deixar a experiência mais fluida e natural , onde a tecnologia se molda ao contexto, e não o contrário. Isso pode parecer futurista, mas já se manifesta em assistentes de voz integrados, sensores de presença e automações que antecipam necessidades sem telas cheias de menus. 

Outra característica é a  personalização que evolui para algo mais sutil e contextual, não apenas mostrar conteúdo baseado em histórico de cliques, mas ajusta fluxos completos, linguagem e até onboarding com base na experiência e intenção da pessoa. Isso cria jornadas mais humanas e menos genéricas. 

Podemos ter certeza que pequenos detalhes importam, as animações suaves, respostas visuais imediatas, movimentos que indicam que algo aconteceu. Por isso, micro-interações continuam sendo tendência em 2026 porque conversam diretamente com a percepção emocional do usuário: elas reduzem ansiedade, melhoram a orientação e tornam a experiência mais agradável.

Outra necessidade que veio para ficar e que os designers estão usando são os dados comportamentais reais para informar decisões, não apenas opiniões. Mapas de calor, análises de jornada e testes A/B deixam de ser “extra” para se tornarem rotina.  Mas, atenção! Com isso vem a responsabilidade, privacidade em primeiro lugar. Interfaces precisam ser transparentes sobre uso de dados e dar controle ao usuário, o que também se torna diferencial competitivo e ganhador de confiança. 

Também será necessário dar atenção ara a acessibilidade, mais do que nunca, a acessibilidade, em 2026 leva em conta que o usuário pode ter estilos cognitivos diferentes e não apenas diferenças físicas, ou visuais. Ajustes de animação, modos com menos estímulo visual e conteúdo adaptável para preferências sensoriais não são extras: são necessários.

Em 2026, trabalhar com UX não vai ser apenas sobre interfaces melhores, vai ser sobre experiências mais humanas, mais contextuais e mais responsivas, vai ser sobre às necessidades reais das pessoas.

Então, não devemos usar a tecnologia somente como tecnologia. Precisamos pensar na tecnologia que entende o usuário, se adapta e respeita quem está do outro lado da tela. Porque o futuro de UX não é ser apenas digital, ele precisa unir tecnologia e pessoa, deixando o mundo digital humanizado.


Escrita por Angely Biffi

29/12/2025

Lideranças que deixam marcas boas na nossa trajetória profissional

Semana passada vi aqui no LinkedIn um post de um amigo falando sobre liderança e sobre líderes. Isso me fez pensar, mais uma vez, em como é ...