Entre os dias 13 e 15 de maio, a Arena Mercado Livre Pacaembu recebeu, em parceria com a FAAP, um dos eventos mais vibrantes: o SP Innovation Week 2026.
Eu estive lá no último dia para absorver, aprender e viver de perto o que está movendo o futuro da inovação no Brasil.
E o que encontrei foi muito além de tecnologia: encontrei gente, histórias, inquietações e visões que revelam como o futuro está sendo moldado e como nós também moldamos esse futuro.
Pelos corredores, o que se via era um ecossistema pulsante: expositores, startups, ferramentas de IA para empreendedorismo, saúde, agronegócio, varejo, educação, sustentabilidade, e muito mais.
Aqui, no blog, vou compartilhar algumas palestras que consegui participar.
Palestra 1. “Angélica além do Palco: Longevidade, Bem-Estar e Performance”
com Angélica
A primeira palestra que acompanhei foi, surpreendentemente, uma palestra com conteúdo muito humano.
Angélica trouxe uma conversa íntima sobre bem-estar, saúde mental e longevidade profissional, temas que, hoje, atravessam tanto carreiras artísticas quanto ambientes corporativos.
Ela contou sobre ter começado cedo demais, carregando responsabilidades e expectativas desde a infância, até o ponto em que o corpo e a mente começaram a pedir socorro: crises de pânico, perda de prazer, exaustão emocional.
O ponto mais forte da fala dela foi sobre como empresas finalmente estão entendendo que: "Ninguém é criativo, produtivo ou excelente se não estiver bem de dentro pra fora.”
Hoje, o bem-estar não é mais um “benefício”: é um pilar estratégico de qualquer empresa que queira funcionar.
Foi uma palestra leve, real e profundamente necessária.
Palestra 2. “Inteligência Artificial para Negócios: da implantação a resultados”
com Camila Farani — Empresária, Investidora-Anjo e Sócia-Fundadora da G2 Capital
Nessa palestra, Camila Farani trouxe exatamente o que o público queria ouvir: como usar IA para gerar resultados reais.
Ela falou sobre visão estratégica, inteligência de dados e mentalidade digital.
Mas o ponto mais interessante foi quando destacou que IA não é novidade, ela já está entre nós há mais de 10 anos.
Começou timidamente, dependente do ser humano, mas evoluiu rápido.
Segundo Camila: "Se você tiver uma boa arquitetura de IA no seu negócio, ela traz resultados. Traz vendas.”
E foi clara ao reforçar que IA não substitui estratégia: ela potencializa quem sabe o que quer.
Palestra 3. “Humanos e Máquinas: O que acontece quando humanizamos a AI”
com Carla Mayumi Albertuni — Sócia-fundadora da Talk Inc
Essa foi, sem dúvida, uma palestra muito provocadora, para pensarmos muito em nossas ações com a IA.
Carla trouxe um dado que me fez refletir: 49% dos brasileiros já usam IA como conselheira pessoal.
Isso mesmo. Não apenas para tarefas práticas, mas para questões emocionais.
Ela mostrou que a relação entre humanos e IA está se tornando íntima. As pessoas chamam IA de amiga, de confidente, usam para apoio emocional.
Outros dados apresentados:
72% usam IA pela praticidade
69% por conforto emocional
56% para lidar com introversão
26% por solidão
Segundo Carla, estamos vivendo não apenas uma transformação tecnológica, mas comportamental.
As pessoas estão depositando afeto, confiança e até expectativas de relacionamento perfeito na IA.
Aqui fica também um alerta e um convite à reflexão sobre limites, ética e futuro. Até que ponto esse comportamento é saudável para nós?
Palestra 4. “Construindo a Soberania Quântica Brasileira”
com Amílcar Rabelo de Queiroz (FAPESQ) & Claudio Benedito Silva Furtado (UFPB)
Aqui, o assunto ficou mais técnico, mas igualmente fascinante.
A palestra abordou a computação quântica como estratégia de soberania tecnológica.
Uma verdadeira corrida global que envolve: segurança, inteligência artificial, ciência e infraestrutura digital.
Os palestrantes reforçaram que dominar tecnologias quânticas significa independência estratégica para o país.
E mais: destacaram a criatividade brasileira como diferencial, algo que não pode ser subestimado.
Inovação não nasce só de máquinas. Nasce de gente, tempo e conhecimento.
Palestra 5. “O humano no centro: trabalho, tecnologia e adaptação”
com Leila Zimmermann (Mondelez Internacional) & Antônio Lemos (Voith Paper)
Essa última palestra que consegui participar fechou o dia com chave de ouro o meu dia no evento.
O tema central: como preparar profissionais e organizações para um futuro em que tecnologia e trabalho se transformam simultaneamente.
Alguns pontos marcantes:
A tecnologia não elimina empregos, ela transforma. Novas funções surgem, novas carreiras nascem. A mão de obra muda, mas não desaparece.
A máquina opera, mas o humano decide.
Os palestrantes concordaram que IA não ocupa o espaço estratégico. Ela potencializa, mas não substitui.
Dados só fazem sentido se soubermos interpretá-los.
Antônio deu um exemplo claro: cruzar dados das máquinas com manuais antigos gera inteligência nova e melhora a operação.
O futuro é colaborativo: humano + agente (bot).
Trabalharemos lado a lado, cada um com suas competências.
Os palestrantes passaram uma visão realista sem ser alarmista. Tecnologia vem como propulsora, não como ameaça.
Além das palestras, caminhar pelo evento era respirar inovação. Telas, robôs, startups, painéis, simuladores, protótipos…
Cada espaço parecia um passo a mais para dentro do futuro.
Foi uma sexta-feira intensa, rica e inspiradora!
Saí de lá com a sensação de que estamos vivendo um momento histórico, um momento em que tecnologia, comportamento, negócios e humanidade se cruzam a todo instante.
E, como UX Writer, volto para casa com uma certeza: precisamos da tecnologia, mas o futuro só faz sentido se continuar sendo construído por pessoas e para pessoas.
Por Angely Biffi
19/05/2026












