terça-feira, 19 de maio de 2026

SP Innovation Week 2026: tecnologia, comportamento e o humano no centro, meu relato do último dia do evento


Entre os dias 13 e 15 de maio, a Arena Mercado Livre Pacaembu recebeu, em parceria com a FAAP, um dos eventos mais vibrantes: o SP Innovation Week 2026.


Eu estive lá no último dia para absorver, aprender e viver de perto o que está movendo o futuro da inovação no Brasil.


E o que encontrei foi muito além de tecnologia: encontrei gente, histórias, inquietações e visões que revelam como o futuro está sendo moldado e como nós também moldamos esse futuro.


Pelos corredores, o que se via era um ecossistema pulsante: expositores, startups, ferramentas de IA para empreendedorismo, saúde, agronegócio, varejo, educação, sustentabilidade, e muito mais.


Aqui, no blog, vou compartilhar algumas palestras que consegui participar.


Palestra 1. “Angélica além do Palco: Longevidade, Bem-Estar e Performance”
com Angélica


A primeira palestra que acompanhei foi, surpreendentemente, uma palestra com conteúdo muito humano.


Angélica trouxe uma conversa íntima sobre bem-estar, saúde mental e longevidade profissional,  temas que, hoje, atravessam tanto carreiras artísticas quanto ambientes corporativos.


Ela contou sobre ter começado cedo demais, carregando responsabilidades e expectativas desde a infância, até o ponto em que o corpo e a mente começaram a pedir socorro: crises de pânico, perda de prazer, exaustão emocional.


O ponto mais forte da fala dela foi sobre como empresas finalmente estão entendendo que: "Ninguém é criativo, produtivo ou excelente se não estiver bem de dentro pra fora.”


Hoje, o bem-estar não é mais um “benefício”: é um pilar estratégico de qualquer empresa que queira funcionar.


Foi uma palestra leve, real e profundamente necessária.


Palestra 2. “Inteligência Artificial para Negócios: da implantação a resultados”
com Camila Farani — Empresária, Investidora-Anjo e Sócia-Fundadora da G2 Capital


Nessa palestra, Camila Farani trouxe exatamente o que o público queria ouvir: como usar IA para gerar resultados reais.


Ela falou sobre visão estratégica, inteligência de dados e mentalidade digital.


Mas o ponto mais interessante foi quando destacou que IA não é novidade, ela já está entre nós há mais de 10 anos.


Começou timidamente, dependente do ser humano, mas evoluiu rápido.


Segundo Camila: "Se você tiver uma boa arquitetura de IA no seu negócio, ela traz resultados. Traz vendas.”


E foi clara ao reforçar que IA não substitui estratégia: ela potencializa quem sabe o que quer.


Palestra 3. “Humanos e Máquinas: O que acontece quando humanizamos a AI”
com Carla Mayumi Albertuni — Sócia-fundadora da Talk Inc


Essa foi, sem dúvida, uma palestra muito provocadora, para pensarmos muito em nossas ações com a IA.


Carla trouxe um dado que me fez refletir: 49% dos brasileiros já usam IA como conselheira pessoal.


Isso mesmo. Não apenas para tarefas práticas, mas para questões emocionais.


Ela mostrou que a relação entre humanos e IA está se tornando íntima. As pessoas chamam IA de amiga, de confidente, usam para apoio emocional.


Outros dados apresentados:
72% usam IA pela praticidade
69% por conforto emocional
56% para lidar com introversão
26% por solidão


Segundo Carla, estamos vivendo não apenas uma transformação tecnológica, mas comportamental.


As pessoas estão depositando afeto, confiança e até expectativas de relacionamento perfeito na IA.


Aqui fica também um alerta e um convite à reflexão sobre limites, ética e futuro. Até que ponto esse comportamento é saudável para nós?



Palestra 4. “Construindo a Soberania Quântica Brasileira”
com Amílcar Rabelo de Queiroz (FAPESQ) & Claudio Benedito Silva Furtado (UFPB)


Aqui, o assunto ficou mais técnico, mas igualmente fascinante.


A palestra abordou a computação quântica como estratégia de soberania tecnológica.


Uma verdadeira corrida global que envolve: segurança, inteligência artificial, ciência e infraestrutura digital.


Os palestrantes reforçaram que dominar tecnologias quânticas significa independência estratégica para o país.


E mais: destacaram a criatividade brasileira como diferencial, algo que não pode ser subestimado.


Inovação não nasce só de máquinas. Nasce de gente, tempo e conhecimento.



Palestra 5. “O humano no centro: trabalho, tecnologia e adaptação”
com Leila Zimmermann (Mondelez Internacional) & Antônio Lemos (Voith Paper)

Essa última palestra que consegui participar fechou o dia com chave de ouro o meu dia no evento.


O tema central: como preparar profissionais e organizações para um futuro em que tecnologia e trabalho se transformam simultaneamente.


Alguns pontos marcantes:


A tecnologia não elimina empregos, ela transforma. Novas funções surgem, novas carreiras nascem. A mão de obra muda, mas não desaparece.


A máquina opera, mas o humano decide.


Os palestrantes concordaram que IA não ocupa o espaço estratégico. Ela potencializa, mas não substitui.


Dados só fazem sentido se soubermos interpretá-los.


Antônio deu um exemplo claro: cruzar dados das máquinas com manuais antigos gera inteligência nova e melhora a operação.


O futuro é colaborativo: humano + agente (bot).
Trabalharemos lado a lado, cada um com suas competências.


Os palestrantes passaram uma visão realista sem ser alarmista. Tecnologia vem como propulsora, não como ameaça.



Além das palestras, caminhar pelo evento era respirar inovação. Telas, robôs, startups, painéis, simuladores, protótipos…


Cada espaço parecia um passo a mais para dentro do futuro.


Foi uma sexta-feira intensa, rica e inspiradora!

Saí de lá com a sensação de que estamos vivendo um momento histórico, um momento em que tecnologia, comportamento, negócios e humanidade se cruzam a todo instante.

E, como UX Writer, volto para casa com uma certeza: precisamos da tecnologia, mas o futuro só faz sentido se continuar sendo construído por pessoas e para pessoas.



Por Angely Biffi

19/05/2026



terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Onde você deve criar seu chatbot: no App ou no WhatsApp?

 


Atualmente, eu estava fazendo um bench para responder essa pergunta, então resolvi transformar esse trabalho em um artigo.

O primeiro passo é entender qual canal realmente potencializa sua estratégia digital. À medida que o comportamento do consumidor evolui, as empresas buscam novos caminhos para oferecer atendimento rápido, eficiente e, principalmente, disponível nos canais que os clientes mais utilizam.

Nesse cenário, os chatbots se tornaram aliados indispensáveis, mas uma dúvida permanece no centro das decisões das empresas, das equipes de Produto, CX e Marketing: É melhor investir em um chatbot dentro do aplicativo, ou priorizar o WhatsApp como principal canal conversacional?

A verdade é que os dois canais têm características muito diferentes. Cada um traz vantagens específicas, limitações claras e vocações próprias que moldam a maneira como o consumidor se relaciona com a marca. Por isso, a escolha do canal ideal começa entendendo como e por que cada um deles funciona tão bem em determinados contextos.

E a diferença começa na porta de entrada: no aplicativo, o usuário precisa baixar, instalar e, geralmente, criar uma conta para acessar o chatbot. É uma jornada que envolve mais etapas, mas que recompensa com um ambiente totalmente customizado, seguro, controlado e integrado ao ecossistema da marca.

No WhatsApp, partindo do ponto que o cliente já tenha o número de telefone para contato no WhatsApp, o consumidor já está lá, usa todos os dias e, para falar com a empresa, precisa apenas do número oficial. É um contato direto, simples e de baixíssima fricção, ideal para quem busca agilidade e conveniência.

Então, o que devemos avaliar para considerar o melhor canal para usar é a experiência e a profundidade de cada um dos canais, de acordo com o que a empresa quer no momento.

Dentro do app, a experiência do chatbot é rica e extremamente flexível. Ali é possível construir fluxos longos, personalizar telas, usar carrosséis, enviar cards, integrar GPS, câmera, biometria e criar interações profundas que só são possíveis quando a empresa controla totalmente o canal.

O app se torna, assim, o espaço ideal para jornadas robustas: acompanhamento completo de pedidos, onboarding detalhado, histórico do cliente, programas de fidelidade, pagamentos avançados e tudo aquilo que exige segurança e contexto.

No app, a empresa tem liberdade total. As notificações push permitem iniciar conversas diretamente, sem depender da ação do cliente. A sessão é persistente, o login é seguro e a experiência pode ser desenhada para cada tipo de usuário.

Além disso, o aplicativo oferece o nível máximo de controle. Todo gerenciamento de dados, autenticação forte, políticas de privacidade, armazenamento e sessão é administrado pela própria empresa, garantindo total aderência a regulamentações como a LGPD.

Já no WhatsApp, o cenário é oposto: a simplicidade é o grande diferencial. A interface é leve, direta e conversa naturalmente com o dia a dia do usuário. Os fluxos precisam ser objetivos, curtos, e seguem o estilo da própria ferramenta, o que diminui barreiras, aumenta a aceitação e torna o atendimento extremamente rápido. Isso explica por que o WhatsApp se destaca tanto em suporte, vendas rápidas e relacionamento contínuo.

No WhatsApp, o relacionamento segue as regras da Meta: existe uma janela de 24h para mensagens livres; comunicações proativas exigem templates pagos e a empresa só pode enviar mensagens após uma interação do cliente.

Ainda assim, o canal funciona muito bem para lembretes, confirmações, suporte pós-compra e recuperação de engajamento.

Pensando em segurança, claro que o WhatsApp também é seguro, mas o controle é compartilhado. A identificação é feita apenas pelo número de telefone, e as políticas da plataforma limitam algumas práticas de dados e jornada.

Agora quando vamos falar sobre valores. Aqui surge uma diferença estratégica importante, o app exige maior investimento inicial, tanto em desenvolvimento quanto em manutenção. Porém, ao longo do tempo, a operação tende a ser mais barata, estável e previsível. Já o WhatsApp tem baixo custo de entrada e implementação extremamente rápida, permitindo lançar novos fluxos, testar MVPs e validar ideias sem esforço. O custo, no entanto, cresce conforme o volume de conversas, já que a cobrança é por sessão.

Em escala global, o WhatsApp se destaca, especialmente para negócios que querem operar internacionalmente com agilidade.

Mas, então qual canal devo escolher?

Chatbot no App é melhor quando:

A empresa já tem um app forte e com boa base ativa.

Os fluxos exigem profundidade, personalização e integrações complexas.

É preciso trabalhar segurança e controle total.

Push notifications são fundamentais para iniciar conversas.

A prioridade é retenção, fidelização e experiência completa.

A operação depende de jornadas críticas, seguras e escaláveis.

Chatbot no WhatsApp é melhor quando:

O objetivo é alcance rápido e baixo esforço.

O público é amplo e pouco engajado no app.

Suporte e vendas precisam de velocidade.

A empresa busca um lançamento rápido, de baixo custo e que gere valor imediato.

O foco é relacionamento, proximidade e eficiência no atendimento.

O time precisa validar hipóteses e construir MVPs de forma ágil.

Ao analisar todos esses pontos, fica claro que não existe uma resposta única. O app e o WhatsApp não competem, eles se completam. Enquanto o aplicativo entrega profundidade, segurança e personalização, o WhatsApp oferece alcance, rapidez e relacionamento. Então, use o WhatsApp para conquistar, ativar e engajar rapidamente. E, use o App para oferecer uma experiência completa, segura e de alto valor.

Por isso, a estratégia mais eficiente é unir os dois canais. Empresas que combinam esses canais conseguem criar jornadas mais fluidas e humanas, reduzindo atritos e entregando exatamente o que o usuário precisa no momento e no canal que ele prefere.


Escrita por Angely Biffi 

03/02/2026

SP Innovation Week 2026: tecnologia, comportamento e o humano no centro, meu relato do último dia do evento

Entre os dias 13 e 15 de maio, a Arena Mercado Livre Pacaembu recebeu, em parceria com a FAAP, um dos eventos mais vibrantes: o SP Innovatio...