segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Exposição Ron Mueck

Inacreditável e inexplicável... Só visitando para sentir o que a exposição transmite de verdade.



Se você quer ver de perto essas incríveis obras de arte, aproveitem as férias que ainda dá tempo de visitar. Uma dica: não se assustem com o tamanho da fila, pois apesar de serem bem longas, a exposição é rápida e por isso a fila evolui de forma rápida também.

E o belo trabalho que você poderá admirar dentro da Pinacoteca, do artista Ron Mueck, vale a pena qualquer horinha na fila.  Outra dica que ressalto é que devido ao sol extremamente quente que está fazendo em São Paulo nesses últimos dias, se você deseja visitar a exposição, reforce o protetor solar, leve água e um guarda-chuva (sombrinha) para se proteger do sol.  

Até o dia 22 de Fevereiro 2015 a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituição da Secretaria da Cultura, apresenta a exposição do artista Ron Mueck. Ron Mueck se inscreve na tradição escultórica de representação da figura humana. Os temas, materiais e técnicas utilizados fazem dele um autor original, inovador e contemporâneo. Suas esculturas cativam pela mudança nas dimensões de escala e realismo dos personagens, cujos gestos sutilmente expressam situações cheias de vida e mistério.



Uma exposição de Ron Mueck é um evento incomum e fez sucesso por onde passou, Japão, Austrália, Nova Zelândia, México, Buenos Aires e Rio de Janeiro. O detalhe de suas figuras humanas é meticuloso, com mudanças surpreendentes de escala que estão longe do realismo acadêmico, hiper-realismo ou da pop art. Suas obras não descrevem pessoas reais ou situações, mas a obsessão com a verdade falada de um artista que busca a perfeição e é extremamente sensível com a forma e a matéria. Empurrando a verossimilidade ao limite, Mueck cria obras secretas, meditativas e fascinantes. Uma mãe com seu filho, casais jovens ou adultos que variam entre estados de tensão e calma e um homem nu em um barco à deriva, são algumas das imagens que fazem parte da exposição. Obras que encerram uma interioridade vital e profunda, capazes ao mesmo tempo de expressar a perfeição técnica do artista e sua obsessão com a verdade.

Mueck utiliza materiais como resina, fibra de vidro, silicone e acrílico para reproduzir fielmente cada detalhe da anatomia humana e construir esculturas que tematizam pinturas de vida e morte. Suas obras evocam uma espécie de realismo que é ao mesmo tempo íntimo e monumental. Em diferentes escalas, o artista amplia ou reduz muito o tamanho dos corpos para criar situações que movimentam o espectador.

As esculturas de Ron Mueck, como o grande autorretrato adormecido Mask II (Máscara II, 2002), chocam os sonhos em realidade.  Jovem casal, 2013, Mulher com as compras, 2013 e Casal debaixo do guarda-sol, 2013, completam a mostra.

Seu reservado processo criativo é revelado no documentário apresentado na mostra. Still life: Ron Mueck at work (Natureza Morta: Ron Mueck no Trabalho). Produzido para a exposição na Fundação Cartier. Foi filmado no estúdio de Ron Mueck enquanto produzia suas obras. É uma oportunidade única para observar o artista mergulhado em seu muito pessoal processo criativo.  A exposição terá ainda o catálogo Ron Mueck, livro referencial sobre seu trabalho artístico. Concentrando-se nas obras que compõe a mostra, revê em seus textos 20 anos da produção, as origens e trajetória do artista. Esta publicação poderá ser adquirida na loja física e virtual da Pinacoteca.



Serviço:

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 02  Tel. 11 3324-1000
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Às quintas até as 22h.
Em Janeiro de 2015, horário especial para a exposição Ron Mueck: Terça a domingo das 10h às 20h e quinta das 10h às 22h.
*A fila que leva até a bilheteria da exposição Ron Mueck poderá ser fechada a partir das 17h30, dependendo do número de pessoas. Às quintas, poderá ser encerrada a partir das 20h.

Valor: R$6,00 (inteira) R$3,00 (meia entrada).




Angely Biffi

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Os sete saberes necessários à educação do futuro: Edgar Morin



Para quem está estudando algum curso na área de educação, precisa conhecer esse autor e esse texto, por isso, quero deixar uma síntese para que posteriormente, vocês possam se aprofundar. Este texto nos faz pensar na educação como um todo, em todos os seus programas, em todas as suas etapas, apesar do autor falar em educação do futuro, sobre a formação dos jovens como futuros cidadãos, essa educação é a nossa, do nosso dia a dia, e, é com essa educação atual que devemos nos preocupar e buscar o novo, devemos perde o medo e a insegurança, e fortalece a vontade de criar e recriar, transformando o que nos cerca, com responsabilidade e equilíbrio, sempre na tentativa de ajudar os jovens a se encontrarem no universo acadêmico e profissional.

Segundo Edgar Morin os setes saberes são:

1.    Conhecimento: A educação fornece conhecimento, mas não nos ensina a entender esse conhecimento, não nos faz pensar como esse conhecimento foi adquirido e desenvolvido. Podemos afirmar que o conhecimento nunca é um reflexo ou espelho da realidade, e sim que o conhecimento é sempre uma reconstrução, por isso são sujeitos a erros e a ilusões. Portanto, o problema do conhecimento não deve ser um problema restrito aos filósofos, e sim de todos e cada um deve levá-lo em conta desde muito cedo e explorar as possibilidades de erro para ter condições de ver a realidade, porque não existe receita milagrosa para perceber a realidade do mundo.

2.    Conhecimento Pertinente: Nós como educadores devemos mostrar aos alunos o conhecimento dos problemas globais, os conteúdos fragmentados impedem o entendimento, já o conhecimento do global, a partir, do conhecimento generalista, do todo, conseguimos contextualizar os acontecimentos do mundo em suas determinadas regiões e colocar o conhecimento no contexto da situação daquele jovem. O próprio Edgar Morin enfatiza esse nosso pensamento: “O contexto tem necessidade, ele mesmo, de seu próprio contexto. E o conhecimento, atualmente, deve se referir ao global”.

3.    Identidade Humana: A melhor maneira de explicar a Identidade Humana é usar a própria definição do autor, que a meu ver sintetiza e explica muito bem essa condição. “O relacionamento entre indivíduo-sociedade-espécie é como a trindade divina, um dos termos gera o outro e um se encontra no outro”. “A realidade humana é trinitária”. Podemos afirmar que o ser humano é uma unidade complexa, é um ser ao mesmo tempo é físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico, sendo assim não podemos educar sem levar em conta todos esses fatores da condição humana, o principal objeto de estudo dentro de uma sala de aula deve ser a identidade humana, as disciplinas escolares devem interagir e integrar os conteúdos promovendo o desenvolvimento do humano em sua totalidade.

4.    Compreensão Humana: Hoje em dia as pessoas não estão preocupadas em compreender ninguém. Somos pessoas muito individualistas, não nos importamos com o sentimento de quem está ao nosso lado, mas isso se deve também a educação, a forma em como educamos nossos alunos, pois não existe a preocupação de ensinar a ser compreensivo, de ser acolhedor, sensível com o próximo, e por isso, cada vez mais vivemos em um mundo onde as pessoas se preocupam apenas com si, mas apesar disso, também não são capazes de se auto avaliarem, não existe compreensão nem de si mesmo e muito mesmo com os outros.

5.    Incerteza: Nós preparamos os alunos para o mundo certo, exato, no entanto, em nosso dia a dia, nos deparamos com várias incertezas, limitações, surpresas, imprevistos, e muitas vezes, nós não sabemos lidar com essas situações e não conseguimos ensinar nossos estudantes a lidar com tais acontecimentos. Dessa forma, a escola deve preparar os alunos para enfrentarem os desafios inesperados, fortalecendo as suas estruturas mentais para que o indivíduo possa resolver seus problemas em quaisquer situações.  “É necessário tomar consciência de que as futuras decisões devem ser tomadas contando com o risco do erro e estabelecer estratégias que possam ser corrigidas no processo da ação, a partir dos imprevistos e das informações que se tem” (Morin).

6.    Condição Planetária: Edgar Morin diz Condição Planetária para o que podemos também chamar de Globalização, também podemos mencionar nesse item o filme Ponto de Mutação, onde a personagem Sônia diz que tudo está conectado. Vivemos em um mundo cheio de informações, no entanto, os professores, pesquisadores, filósofos não conseguem agregar esses conhecimentos, precisamos admitir que essa é uma questão complexa, é difícil fazer uma conexão entre pontos econômicos, ideológicos e sociais, mas os problemas estão todos amarrados uns aos outros, então precisamos mostrar aos educandos, que o acontecimento da localidade interfere na global, que tudo está interligado, a parte no todo e o todo nas partes, e que uma crise planetária muda o destino de cada um.

7.    Antropo-ética: A ética deve conduzir o humano a um caráter sociável e humanizado. Algo como uma trindade: indivíduo, sociedade e espécie, (Morin). Precisamos ensinar aos nossos alunos a força desses três alicerces, precisamos mostrar que eles devem estar integrados para permitir uma mudança de pensamento, para que se transforme a concepção fragmentada do mundo, que impede a visão total da realidade. Tudo o que fazemos reflete em nós mesmos, por isso, precisamos ter consciência dos atos que praticamos, desenvolvendo o ser humano em suas individualidades, para que de forma consciente tudo o que se pratica seja feito com o pensamento em si, mas também para o coletivo.


A educação deve formar o indivíduo para as relações globais e não individuais. Precisamos parar de pensar de forma individual e começar a pensar mais no coletivo.


Por Angely Biffi

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Curso: Comunicação Interna: como engajar os colaboradores

Aproveitem a promoção de lançamento até 31 de outubro.


Por meio de abordagem teórico-prática, este curso online irá permitir que os participantes tenham uma visão abrangente sobre como tornar a comunicação interna mais eficiente em suas empresas.

Vamos abordar questões-chave para um adequado planejamento de comunicação interna, conectado aos objetivos gerais do negócio.

Explorar como impactar engajamento.

Explorar da melhor maneira os recursos financeiros disponíveis na empresa; Explorar como envolver a liderança.

Construir conteúdo relevante: técnicas de atração para tornar os conteúdos desenvolvidos para os funcionários mais atraentes.


Acesse o link: http://educacao.comunique-se.com.br/curso/comunicacao-interna-como-engajar-os-colaboradores-promocao-de-lancamento-ate-3110/

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

12 de outubro - Dia de Nossa Senhora Aparecida


Vamos conhecer um pouquinho da história da Nossa Padroeira!

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente chamada de Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil. Venerada na Igreja Católica. Um título mariano negro, Nossa Senhora Aparecida é representada por uma pequena imagem de terracota da Virgem Maria atualmente alojada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo.

Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde 1980, quando o Papa João Paulo II consagrou a Basílica, que é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo,4 capaz de abrigar até 45.000 fiéis.


Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.

Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Dom Pedro de Almeida, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba,1 6 durante uma viagem até Vila Rica.

O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente, em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço. Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações. Este foi a primeira intercessão atribuída à santa.

Início da devoção

Durante os quinze anos seguintes a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da santa. A fama de seus supostos poderes foi se espalhando por todas as regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo tornou-se pequeno para abrigar tantos fiéis.

Assim, por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 17458 10 . A capela foi erguida com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não aprovava o local escolhido, pois considerava mais cômodo para os fiéis uma região próxima ao povoado.

Há relatos não confirmados de que no dia 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, o então Príncipe Regente do Brasil, Dom Pedro I e sua comitiva, visitaram a capela e conheceram a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O número de fiéis não parava de aumentar e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha),8 sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.

Coroa de ouro e o manto azul

Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 8 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.

Chegada dos missionários redentoristas

Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

Coroação da imagem

A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do núncio apostólico, muitos bispos, o presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

Instalação da basílica

No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Emancipação político-administrativa[editar | editar código-fonte]
Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros, emancipou-se politicamente de Guaratinguetá e se tornou um município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, cuja devoção fora responsável pela criação da cidade.

A rainha e padroeira do Brasil

Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI. A imagem já havia sido coroada anteriormente, em nome do papa Pio X, por decreto da Santa Sé, em 1904.

Pela Lei nº 6 802, de 30 de junho de 1980, foi decretado oficialmente feriado o dia 12 de outubro, dedicando-se este dia à devoção. Também nesta lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Rosa de Ouro

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, gesto repetido pelo Papa Bento XVI que ofereceu outra Rosa, em 2007, em decorrência da sua Viagem Apostólica ao país nesse mesmo ano, reconhecendo a importância da santa devoção.

Basílica de Nossa Senhora Aparecida

Houve necessidade de um local maior para os romeiros, e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova.10 O arquiteto Benedito Calixto a qual idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura.

Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus, e sagrando solenemente aquele grandioso monumento.

Centenário da coroação

No mês de maio de 2004 o papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil. Após um concurso nacional, devotos e autoridades eclesiais elegeram a Coroa do Centenário, que marcaria as festividades do jubileu de coroação realizado naquele ano.

Descrição da imagem

A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717 mede quarenta centímetros de altura e é de terracota, ou seja, argila que após modelada é cozida num forno apropriado. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram ,acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que comprove tal suspeita. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando recolhida pelos pescadores, estava sem a policromia original, devido ao longo período em que esteve submersa nas águas do rio. A cor de canela que apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas por seus devotos.

Através de estudos comparativos, a autoria da imagem foi atribuída ao frei Agostinho de Jesus, um monge de São Paulo conhecido por sua habilidade artística na confecção de imagens sacras.Tais características incluem a forma sorridente dos lábios, queixo encravado, flores em relevo no cabelo, broche de três pérolas na testa e porte empinado para trás. O motivo pelo qual a imagem se encontrava no fundo do rio Paraíba é que, durante o período colonial, as imagens sacras de terracota eram jogadas em rios ou enterradas quando quebradas.

Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, a imagem foi encaminhada a Pietro Maria Bardi, à época diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que a examinou, juntamente com João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras. Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni.

Primeiros milagres

Em 1748, o padre Francisco da Silveira, estava em missa realizada onde hoje é o município de Aparecida, quando escreveu uma crônica onde menciona a imagem de Nossa Senhora como "famosa por muitos milagres realizados". Na mesma crônica descreve que os peregrinos se locomoviam grandes distâncias para agradecer as graças alcançadas.

Milagre das velas

Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, não conseguiu, pois elas acenderam por si mesmas.10 Este milagre de Nossa Senhora, ocorrido mais provavelmente em 1733.

Caem as correntes

Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração as correntes milagrosamente soltam-se de seus pulsos, deixando Zacarias livre.

Cavaleiro e a marca da ferradura

Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo, após o fato, a marca da ferradura ficou cravada da pedra. O cavaleiro arrependido, pediu perdão e se tornou devoto.

A menina cega de nascença de Jaboticabal - SP

Por ser muito devotos de Nossa Senhora Aparecida, os membros da família Vaz de Jaboticabal - Sp, rezavam e falavam muito sobre os acontecimentos referente à Nossa Senhora Aparecida. O casal desta família tinha uma menina que era cega de nascença e que sempre ouvia atentamente ao que falavam. A menina tinha uma vontade muito grande de ir até a Igreja. Naqueles tempos, onde tudo ainda era sertão, ficava muito difícil de se chegar até lá. Mas com muita dificuldade, fé e perseverança,mãe e filha da família Vaz de Jaboticabal - SP, chegaram às escadarias da Igreja, quando surpreendentemente a menina cega de nascença exclamou: "Mãe, como é linda esta Igreja!". Daquele momento em diante a menina que era cega de nascença passa a enxergar normalmente.

O menino no rio

O pai e o filho foram pescar. Durante a pescaria, a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio. O menino não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino parou de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continuava, e o pai salvou o menino.

O homem e a onça


Um homem estava voltando para sua casa, quando de repente ele se deparou com uma onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o homem pediu desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, e a onça foi embora.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Eleições 2014



05 de outubro: dia de votar!

Inicialmente, já quero deixar claro neste primeiro parágrafo, que não tenho a intenção aqui de induzir ninguém a votar em candidato X ou Y, quero apenas alertar sobre a importância do voto, e principalmente do voto consciente.

As eleições estão chegando e o seu voto é essencial para modificar o país. É muito comum ouvirmos que todos os políticos são iguais e que o voto é apenas uma obrigação. Muitas pessoas não conhecem o poder do voto e o significado que a política tem em suas vidas.

Em uma democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representar um ato de cidadania, possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas. Escolher um governante erroneamente pode representar uma queda na qualidade de vida. Sem contar que são os políticos os gerenciadores dos impostos que nós pagamos. Desta forma, precisamos dar mais valor a política e acompanharmos com atenção e critério tudo que ocorre em nossa cidade, estado e país.

O voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente. Devemos votar em políticos com um passado limpo e com propostas voltadas para a melhoria de vida e que pensem no bem estar da coletividade.

Você pode pensar agora, então, como votar conscientemente?

Em primeiro lugar temos que aceitar a ideia de que os políticos não são todos iguais. Existem políticos corruptos e incompetentes, porém também existem os que são dedicados e procuram fazer um bom trabalho no cargo que exercem. 

Mas, ai você pode perguntar: como identificar um bom político?

É importante acompanhar os noticiários, com atenção e critério, para saber o que nosso futuro e atual representante, em caso, de reeleição, andam fazendo e o que prometem fazer. Outro meio de descobrir o que o seu candidato fez e irá fazer é ligar ou enviar e-mails perguntando ou sugerindo ideias. Caso verifiquemos que aquele político ou governante fez um bom trabalho e não se envolveu em coisas erradas, vale a pena repetir o voto (reeleição) ou então dá oportunidade para um novo político, que apresentou ideias melhores e também tem um bom perfil político, sem envolvimentos escandalosos. Cobrar o seu candidato, em relação as promessas proferidas, também é um direito que você eleitor tem dentro de um sistema democrático.

Durante a campanha eleitoral é difícil tomar uma decisão sobre o candidato que lhe parece melhor ou pior, pois os programas eleitorais nas emissoras de rádio e tv são muito parecidos. Neste caso, a melhor opção é procurar entender os projetos e ideias do candidato que você pretende votar. Faça alguns questionamentos: Será que há recursos disponíveis para que ele execute aquele projeto, caso chegue ao poder? Nos mandatos anteriores ele cumpriu o que prometeu? O partido político que ele pertence merece seu voto? Estes questionamentos ajudam muito na hora de escolher o seu candidato. 

Dessa forma, votar conscientemente dá um pouco de trabalho, porém os resultados são positivos. O voto, em uma democracia, é uma conquista do povo e deve ser usado com critério e responsabilidade. Votar em qualquer um pode ter consequências negativas sérias no futuro, e depois poderá ser tarde para o arrependimento.

Espero que você faça seu voto consciente! Boa votação!

Ordem de votação
1º Deputado Estadual (5 dígitos)
2º Deputado Federal (4 dígitos)
3º Senador (3 dígitos)
4º Governador (2 dígitos)
5º Presidente da República (2 dígitos)

OBS: Imprima a sua "cola". É permitido levar os números dos candidatos anotados no dia da votação.




Escrita por Angely Biffi

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Bienal do Livro 2014

Cultura, diversão, conhecimento... Um mundo de livros e histórias em suas mãos.

Aproveite o seu tempo livre para aproveitar um pouco da cidade de São Paulo, uma ótima opção essa semana é a Bienal do Livro. Até domingo, você pode encontrar uma grande variedade de editoras, dos mais variados segmentos para todos os gostos e estilos.

A edição 2014 da Bienal do Livro de SP se dividi em oito grandes espaços: Arena Cultural, Escola do Livro, Cozinhando com Palavras, Salão de Ideias, Espaço Imaginário, Anfiteatro, BiblioSesc e Estande Edições SESC.

Durante os dias do evento você também irá encontrar além dos livros, muita música, teatro, gastronomia e dança, tudo para entreter os visitantes e mostrar que a leitura faz parte do nosso dia a dia, no decorrer da sua visita também será possível encontrar grandes escritores best sellers.

O evento reúne cerca de 400 editoras, livrarias e distribuidoras renomadas Nacionais e Internacionais, que expõem suas principais obras, apresentando seus lançamentos e proporcionando encontros com vários escritores, bate-papos e seções de autógrafos, despertando o gosto pelos livros.

SOBRE A BIENAL DO LIVRO 

A BIENAL DO LIVRO

A 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontecerá entre 22 e 31 de agosto de 2014 no pavilhão de Exposições do Anhembi. Com uma programação abrangente, o evento mescla literatura com diversão, negócios, gastronomia e cultura.
A Bienal reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras do país. São cerca de 480 expositores participantes que apresentarão para 800 mil visitantes seus mais importantes lançamentos em um espaço total de 60 mil m².

QUANDO ACONTECE?
De 22 a 31 de Agosto de 2014
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana - CEP 02012-021 São Paulo - SP

Horário de Visitação:
Segunda à sexta-feira, das 9h às 22h (com entrada até as 21h)
Sábados e domingos, das 10h às 22h (com entrada até as 21h)
Dia 31 de agosto, das 10h às 21h (com entrada até as 19h)

Para mais informações e curiosidades, acesse o link oficial da Bienal: http://www.bienaldolivrosp.com.br/




Escrita por Angely Biffi

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Rotina é bom e o bebê gosta: hora de dormir



Toda mãe se preocupa com o sono do seu bebê, mas muitas não sabem que o bebê precisa ter uma rotina na hora do sono.

Criar uma rotina de sono para o bebê parece complicado, principalmente quando estamos naquele turbilhão que é a sua chegada em nossas vidas. Mas, existem algumas dicas que podem ajudar, veja abaixo:

  1. Crie um ritual para sinalizar que é hora de dormir. Pode ser um banho, massagem, música suave, fechar as cortinas, diminuir a luz etc. Nada muito longo. O importante é que o ritual acalme o bebê e que seja repetido todos os dias, no mesmo horário.
  2. Discrimine o dia da noite. Assim, durante o dia, mesmo com as sonecas, as cortinas ficam abertas, há outro tipo de barulho da casa, do ambiente. À noite, deixe o quarto mais escuro. Quando ele acordar no meio da noite, evite acender tudo e brincar ou estimulá-lo de alguma forma.
  3. É comum que os bebês resmunguem como se estivessem “falando” no meio da noite. Não saia correndo. Espere um pouco. Da mesma forma que nós adultos, eles se mexem e balbuciam.
  4. Pergunte ao pediatra quando você poderá espaçar as mamadas noturnas, para que ele durma a noite toda. 

Seja uma mãe coerente e equilibrada, transmita tranquilidade para o seu bebê! 


Angely Biffi
Comunicação Auster

UX Writer e a Inteligência Artificial

Durante muito tempo, o trabalho do UX Writer foi associado apenas à escrita. Criar textos para botões, mensagens de erro, fluxos e interface...