segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Lideranças que deixam marcas boas na nossa trajetória profissional




Semana passada vi aqui no LinkedIn um post de um amigo falando sobre liderança e sobre líderes. Isso me fez pensar, mais uma vez, em como é importante termos bons líderes ao longo da nossa trajetória profissional.

A partir dessa reflexão, comecei a pensar nos líderes que tive durante esses tantos anos atuando na área de Comunicação.


Já trabalhei com líderes de vários tipos: uns bons, outros muito bons e alguns que, infelizmente, não foram tão bons assim. Mas, até as experiências com lideranças mais frágeis nos ensinam alguma coisa. Mesmo quando sofremos no dia a dia, elas podem nos ensinar a sermos mais fortes e, principalmente, a refletir sobre o tipo de profissional e líder que queremos ser.


Mas hoje não quero falar sobre essas experiências ruins, e sim, quero ressaltar e agradecer às pessoas que foram líderes para mim e que contribuíram para que eu crescesse como profissional e também como pessoa. Afinal, uma coisa está diretamente ligada à outra.


Minha primeira menção é para a Mônica, minha coordenadora na época do estágio, na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Uma profissional competente, justa e acolhedora, que me ensinou muito sobre comunicação, assessoria de imprensa, conteúdo e escrita na prática. Além disso, sempre incentivou e acreditou em seus estagiários.


Outra líder que merece destaque é Nancy Assad, dona da agência N.A Comunicação. Com ela, aprendi muito sobre postura profissional, relacionamento com clientes e, principalmente, sobre como lidar com jornalistas e também em como ser jornaista.


Mais adiante, em uma nova fase da minha carreira, quando comecei a atuar como UX Writer e a olhar com mais profundidade para a experiência do usuário, tive o prazer de trabalhar com dois gerentes na NTT DATA: Marcelo Ficotto e Fábio Ruggiero. Dois excelentes líderes, que sabiam dar liberdade, autonomia e, acima de tudo, confiavam no trabalho de seus liderados.


Ainda nessa empresa, preciso mencionar duas Tatis. Na época, elas ainda não eram líderes oficialmente, mas já exerciam esse papel: Tatiane de Paula e Tatiana Amaral. Duas queridas que me ajudaram e me guiaram muito nesse novo mundo de UX. E que, depois, também me deram a oportunidade de fazer o mesmo com outros profissionais que chegavam.


É muito bom trabalhar ao lado de pessoas que você admira e que também admiram você.


E, por último, mas nem um pouco menos importante, está aqui apenas porque estou seguindo uma ordem cronológica, Indianara. Que gerente. E que pessoa incrível! Determinada, humana e uma líder que dava autonomia para lidar com todas situações, confiava no trabalho de seus liderados e, acima de tudo, estava sempre por perto. Mesmo quando estava longe, se fazia presente. Estava sempre pronta para ouvir, entender cada situação e apoiar em todas as necessidades.


São essas pessoas que fazem um ambiente de trabalho melhor. São essas pessoas que fazem uma equipe evoluir. São essas pessoas que nos fazem querer ser profissionais melhores.


Por isso, fica aqui este pequeno registro de gratidão a alguns dos bons líderes que passaram pela minha trajetória.


Porque, no final, bons líderes não deixam apenas resultados. Deixam marcas. E algumas delas levamos para a vida inteira.



Escrita por Angely Biffi

31/08/2026

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

A experiência começa antes da interface

 


Quando falamos em UX, é comum pensarmos em telas, botões, fluxos e jornadas.

Mas, a experiência do usuário começa bem antes disso. Antes de abrir um aplicativo, entrar em um site, ou conversar com um chatbot, a pessoa já chega com uma necessidade, uma expectativa, ou até uma frustração.

E isso muda tudo!

Vamos imaginar que uma pessoa entra no aplicativo de um banco porque identificou uma cobrança que não reconhece. Essa pessoa não está apenas "navegando por uma interface". Ela está preocupada e quer resolver um problema.

Por isso, uma boa experiência não depende apenas de uma tela bonita, ou de poucos cliques. É preciso entender o contexto, o momento, o que está acontecendo e o que aquela pessoa realmente precisa.

Para o UX Writer, essa reflexão é ainda mais importante, pois nosso trabalho não começa quando recebemos uma tela com um espaço para escrever uma mensagem.

Começa antes: entendendo o problema, o usuário, o negócio e o que precisa acontecer naquela jornada.

Às vezes, a solução é uma boa frase. Às vezes, é mudar o fluxo. E, às vezes, é perceber que aquele texto, ou botão nem deveria existir.

UX não é sobre preencher telas. É sobre facilitar experiências.

E talvez essa seja uma das principais diferenças entre pensar em interface e pensar verdadeiramente em experiência.

Porque a interface é apenas um ponto de contato. Já a experiência começa muito antes, e continua muito depois dela. 

O UX precisa estar ali, acompanhando tudo do início ao fim, para garantir o resultado esperado para o negócio e, principalmente, uma experiência cada vez melhor para o usuário.


Escrita por Angely Biffi 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

UX Writer e a Inteligência Artificial


Durante muito tempo, o trabalho do UX Writer foi associado apenas à escrita. Criar textos para botões, mensagens de erro, fluxos e interfaces parecia ser o centro da profissão.
Mas quem trabalha com UX sabe que nunca foi só isso. UX Writing sempre foi sobre entender pessoas, resolver problemas e transformar experiências complexas em jornadas simples, intuitivas e eficientes.

Agora, um novo capítulo faz parte da nossa rotina: a Inteligência Artificial.
No início, muita gente enxergou a IA como uma ameaça. Hoje, acredito que a pergunta mudou. Não é mais: "A IA vai substituir o UX Writer?", mas sim: "Como ela pode potencializar o nosso trabalho?"

A IA é excelente para acelerar tarefas. Ela organiza informações, resume pesquisas, apoia brainstorms, cria versões iniciais de conteúdo e nos devolve um recurso cada vez mais valioso: tempo.

Mas ela não conhece profundamente o contexto do produto, não entende a estratégia do negócio e, principalmente, não compreende as emoções e expectativas de quem está do outro lado da tela.

É aí que o UX Writer continua sendo indispensável. Somos nós que fazemos as perguntas certas. Que entendemos o comportamento do usuário. Que conectamos as necessidades das pessoas aos objetivos do negócio. Que decidimos quando um texto deve orientar, tranquilizar, alertar ou simplesmente desaparecer para que a interface fale por si.

A Inteligência Artificial gera possibilidades. O UX Writer faz escolhas.

E talvez essa seja a maior transformação da profissão. Estamos deixando de ser apenas escritores de interface para nos tornarmos profissionais capazes de conectar comportamento humano, estratégia, tecnologia e negócios.

Quem trabalha com UX não precisa competir com a IA, precisa aprender a trabalhar com ela.
Quanto mais a tecnologia evolui, mais importantes se tornam habilidades que continuam sendo essencialmente humanas: empatia, pensamento crítico, criatividade, visão estratégica e capacidade de resolver problemas.

No fim, acredito que o futuro do UX não pertence nem à Inteligência Artificial, nem aos profissionais que insistem em ignorá-la. Pertence àqueles que entendem que a melhor experiência do usuário nasce da combinação entre inteligência humana e inteligência artificial.

É unir o melhor da IA com aquilo que nenhuma máquina consegue replicar: a capacidade de compreender pessoas, interpretar contextos e transformar essa compreensão em experiências que realmente façam sentido.

Porque, no fim, a Inteligência Artificial pode até escrever uma interface. Mas ainda somos nós que damos significado à experiência.

E talvez essa seja a habilidade mais valiosa que teremos daqui para frente.

A tecnologia continuará evoluindo. As ferramentas continuarão mudando.

Mas, enquanto houver pessoas do outro lado da tela, continuará existindo espaço para profissionais que entendem de pessoas.

E, essa parceria entre UX e Inteligência Artificial... está apenas começando.


Escrita por Angely Biffi
03/08/2026

Uma boa equipe também transforma a experiência de trabalhar

    Recentemente, escrevi aqui sobre a importância de bons líderes e sobre como algumas pessoas deixam marcas positivas na nossa trajetória ...