segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Administração eficiente das farmácias - Entrevista





Sobre Alberto Paschoal Trez: Alberto Paschoal Trez é consultor de negócios, especializado em gestão, empreendedorismo e Plano de Negócio. É Mestre em Administração e professor de diversas Universidades. É professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, da Universidade Paulista e Uninove. Atua com Educação Corporativa pela UNISOMMA. Contato do entrevistado: albertotrez@terra.com.br.

Respostas fornecidas pelo Alberto Paschoal Trez:


1-    A administração eficiente das farmácias, assim como em outras empresas, é fator determinante para a sobrevivência e o futuro da organização?

Sim, as organizações não sobrevivem por muito tempo, nem crescem, se as bases da Administração não estiverem presentes. No caso particular das farmácias a necessidade de uma gestão eficiente é ainda mais crítica.
A saúde é um dos aspectos mais sensíveis da vida humana. Por isso, a relação das pessoas com os prontos-socorros, os hospitais, as clínicas, os consultórios médicos e as farmácias, chega a ser passional. O proprietário da farmácia precisa ter consciência disto quando pensa em criar o novo negócio e qual modelo de gestão adotar.
A administração é considerada eficiente quando é estruturada a partir do conhecimento do comportamento e das condições econômicas e financeiras do público-alvo, das características locais e do conhecimento de ferramentas de gestão.
Conceitos como margem de contribuição, ponto de equilíbrio, retenção de lucros, vantagem competitiva, desenvolvimento de competências, se adequadamente desenvolvidos e aplicados, podem garantir, mais que a  sobrevivência, o sucesso da farmácia enquanto negócio para seu proprietário e como referência para a comunidade.

2 – É importante ter um planejamento de marketing para farmácia?

Podemos dizer que não há organização que não tenha um planejamento de marketing. Desde as igrejas, passando pelas chamadas ONG’s (Organizações Não Governamentais), Cooperativas, pequenas ou médias ou grandes empresas, todas têm um planejamento de marketing, mesmo que esteja apenas na cabeça dos seus proprietários ou idealizadores. Portanto, é importante ter um planejamento de marketing, pois ele reflete o modelo de negócio ou de atuação com seus públicos.
Onde, então, está o problema?
A questão é que os gestores, principalmente de pequenas organizações, têm dificuldades, primeiro para estruturar e desenvolver adequadamente o planejamento de marketing, e depois, para implementá-lo.
O planejamento de marketing é uma conseqüência do Planejamento Estratégico de Marketing, que tem um alcance de longo prazo. Deste planejamento estratégico será derivado o planejamento de cada ano e que deve contemplar as alterações no ambiente externo da farmácia, como mudanças de comportamento do cliente, mudanças de produtos, preços e outras por parte dos fornecedores de medicamentos e outros produtos, mudanças na legislação e assim por diante. Além disso, deve definir a margem de contribuição e a margem líquida (lucro líquido) da farmácia.

3 - O processo de gestão de marketing está relacionado à quais produtos, serviços?

O marketing trata de todos os produtos e serviços do negócio. No entanto, prioriza os produtos que possuem maiores margens e os que são mais atrativos para o público. Portanto, no caso das farmácias, é importante que o gestor tenha claro quais são estes produtos.
A farmácia, em si mesma, pode ser entendida como um produto. O cliente procura primeiro uma farmácia e depois o medicamento ou outro produto que necessita. O estabelecimento pode ser considerado a “embalagem” do negócio. Ele precisa atrair o comprador com instrumentos de promoção e que fazem parte do mix de marketing.
A grande variedade de produtos em uma farmácia, exige que a gestão seja organizada de acordo com grupos de produtos semelhantes e que as estratégias de marketing sejam direcionadas desta forma.
A farmácia oferece, na realidade, um serviço de utilidade pública e que deve atuar com o conceito de responsabilidade social. Desta forma, como prestadora de serviços, o diferencial da farmácia pode estar no atendimento, ou seja, no investimento no desenvolvimento dos colaboradores que atuam na farmácia, especialmente no atendimento ao público. Lembro novamente da relação passional de muitos clientes, com a farmácia.

4 – O que é o mix de marketing?

O mix de marketing é também conhecido como Composto Mercadológico. Trata-se de uma teoria surgida na década de 50, no século passado, e que define uma metodologia para desenhar o negócio a partir do conhecimento do comportamento do comprador. Seus elementos são conhecidos como os “4 P’s”.  São, portanto: o produto, o preço, a praça e a promoção.
O composto mercadológico deve ser desenvolvido a partir do conhecimento do público-alvo, suas necessidades e desejos, e deve contemplar cada produto ou grupos de produtos.
O primeiro “P” trata do desenvolvimento de novos produtos ou de modificações em produtos existentes. Considera o produto em si, que deve apresentar benefícios para o comprador, a marca, a embalagem, o rótulo e os serviços que podem acompanhá-lo, como um possível acompanhamento durante o uso.
O segundo “P” deve definir o preço, considerando as condições de aquisição do cliente, o prazo e os meios de pagamento.
O “P” de Praça é, na realidade, a distribuição do produto ou do serviço. Pode definir, por exemplo, a entrega da compra na casa ou na empresa do cliente.
O “P” de Promoção cuida dos aspectos relacionados com a venda no balcão ou por telefone, a propaganda, a publicidade e outros aspectos da Comunicação com o público-alvo da farmácia e com a comunidade.
Logo, o mix de marketing, precisa ser desenvolvido como um todo e nenhum “P” pode ser esquecido ou mal desenvolvido.



5 – Podemos então concluir que o marketing é a alma para conquistar uma boa comunicação, uma boa atuação no mercado?

A comunicação é fundamental. Ela permite ao público e à comunidade conhecer o negócio e a filosofia da farmácia.
No entanto, a qualidade da mensagem é essencial. Ela precisa tornar eficaz a comunicação com o público-alvo, isto é, precisa ser assimilada pelos clientes atuais e, também, pelos clientes potenciais.
O que produz as bases do conteúdo da comunicação é o marketing devido à construção do mix mercadológico de acordo com as características do público-alvo.
Os resultados esperados pelos proprietários de farmácia dependem de uma boa comunicação.
A comunicação da farmácia com o mercado de seu interesse, deve ser praticada em um contexto amplo. Além de ações de comunicação realizadas diretamente na comunidade para atrair o público e comunicar os diferenciais da farmácia, outros aspectos também fazem parte desta comunicação: a fachada, a exposição dos produtos, o acabamento do prédio, a iluminação, o atendimento no balcão e no telefone, etc.
Por isso, é importante que a farmácia tenha um Plano de Comunicação que contemple todos estes aspectos.

Escrita por Angely Biffi
Assessora de Imprensa - Bayer 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nancy Assad participa de entrevista na rádio Jovem Pan e aborda como a ética deve ser discutida e praticada no dia-a-dia


A ética é um assunto muito comentado na vida pública, principalmente na política. No entanto, esta questão também deve ser discutida e praticada no dia-a-dia em todas as relações interpessoais.
Por causa dos diversos casos de corrupção descobertos no Brasil, a discussão de ética tem se restringido a política. Mas, este devia ser um assunto comum, já que em todas as áreas da vida temos direitos e deveres.
A definição da palavra ética muita gente sabe, mas como ela se aplica nas relações pessoais do cotidiano?
Abaixo o link da entrevista:

Escrito por Angely Biffi
NA Comunicação

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Raquel Rizzi Presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo fala sobre a importância do profissional farmacêutico


Sobre Raquel Rizzi: Presidente e Conselheira do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo Membro da Comissão Assessora de Educação Farmacêutica do CRF.SP. Membro do Comitê de Farmácias Notificadoras da ANVISA. Conselheira do Conselho de Notáveis da UnG – Universidade de Guarulhos. Farmacêutica Bioquímica, formada pela Universidade Metodista de Piracicaba. Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas. Especialista em Citologia Clinica. Mestre em Educação – Área de Concentração Educacional em Saúde. Professora da Universidade Metodista de Piracicaba – Parasitologia e Parasitologia Clínica. Professora da Faculdade de Campo Limpo Paulista – Parasitologia, Deontologia, Legislação Farmacêutica, Ética Farmacêutica e Atenção Farmacêutica. Publicação de Trabalhos nas áreas de Análises Clínicas e Educação Farmacêutica. Coordenadora da Pós Graduação em Análises Clínicas da CBES. Atua no Controle de Qualidade e Laboratório de Análises Clínicas.



Respostas fornecidas pela Raquel Rizzi, Presidente do CRF-SP.

1 – Qual a importância de se ter um profissional graduado em farmácia nas redes de drogaria?
A Lei Federal nº 5991 de 1973 determina em seu artigo 15 que a farmácia e a drogaria terão, obrigatoriamente, a assistência de farmacêutico responsável, inscrito no Conselho Regional de Farmácia, na forma da lei.
A atenção farmacêutica e orientação no momento da dispensação de qualquer tipo de medicamento tem como objetivo a prevenção, detecção e resolução dos problemas relacionados a medicamentos, bem como a promoção do uso racional, melhorando a qualidade de vida do paciente.
Através do acompanhamento do tratamento do paciente o farmacêutico pode ser fundamental para o alcance dos melhores resultados, fornecendo orientações, contribuindo na adesão e avaliando a eficácia do tratamento prescrito. 

2 – Quais são as atividades gerais desenvolvidas pelo farmacêutico?
São atribuições dos farmacêuticos que respondem pela direção técnica da farmácia ou drogaria, segundo a Resolução nº 357 do Conselho Federal de Farmácia:
I) assumir a responsabilidade pela execução de todos os atos farmacêuticos praticados na farmácia, cumprindo-lhe respeitar e fazer respeitar as normas referentes ao exercício da profissão farmacêutica;
II) fazer com que sejam prestados ao público esclarecimentos quanto ao modo de utilização dos medicamentos, nomeadamente de medicamentos que tenham efeitos colaterais indesejáveis ou alterem as funções nervosas superiores;
III) manter os medicamentos e substâncias medicamentosas em bom estado de conservação, de modo a serem fornecidos nas devidas condições de pureza e eficiência;
IV) garantir que na farmácia sejam mantidas boas condições de higiene e segurança;
V) manter e fazer cumprir o sigilo profissional;
VI) manter os livros de substâncias sujeitas a regime de controle especial em ordem e assinados, demais livros e documentos previstos na legislação vigente;
VII) garantir a seleção de produtos farmacêuticos na intercambialidade, no caso de prescrição pelo nome genérico do medicamento;
VIII) assegurar condições para o cumprimento das atribuições gerais de todos envolvidos, visando prioritariamente a qualidade, eficácia e segurança do produto;
IX) favorecer e incentivar programas de educação continuada para todos os envolvidos nas atividades realizadas na farmácia;
XII) gerenciar aspectos técnico-administrativos de todas atividades;
XIII) assegurar a atualização dos conhecimentos técnico-científicos e sua aplicação;
XII) garantir a qualidade dos procedimentos de manipulação.
XIII) prestar a sua colaboração ao Conselho Federal e Conselho Regional de Farmácia de sua jurisdição e autoridades sanitárias;
XII) informar as autoridades sanitárias e o Conselho Regional de Farmácia sobre as irregularidades detectadas em medicamentos no estabelecimento sob sua direção técnica;
XIII) manter os medicamentos e demais produtos sob sua guarda com controle de estoque que garanta no mínimo o reconhecimento do lote e do distribuidor;
XIV) realizar treinamento aos auxiliares onde constem por escrito suas atividades, direitos e deveres compatíveis com a hierarquia técnica. 

3 – O farmacêutico pode atuar em qualquer área da profissão sem título de especialista?
O farmacêutico generalista pode atuar em qualquer área farmacêutica mesmo que não possua títulos de especialista. Para algumas áreas de atuação profissional, para assumir a responsabilidade técnica pelo estabelecimento perante o CRF-SP, há necessidade de possuir especialização, como exemplo podemos citar a farmácia homeopática. 

4 – O farmacêutico com formação generalista pode ser responsável técnico por qual tipo de estabelecimento?
O profissional, para assumir a responsabilidade técnica pelo estabelecimento perante o CRF-SP, há necessidade de possuir especialização, como exemplo podemos citar a farmácia homeopática.

5 – O farmacêutico poderá substituir os medicamentos prescritos?
O farmacêutico não pode alterar a prescrição médica sem autorização formal do prescritor. A única exceção refere-se ao medicamento genérico que é intercambiável com o medicamento de marca ou referência, dessa forma, é permitido que seja realizada a dispensação de um medicamento genérico em substituição a uma prescrição de um medicamento de referência e vice-versa.

Escrita por Angely Biffi
NA Comunicação - Bayer

Inovação Digital: User Experience, Inteligência Artificial e Gamificação

  Recentemente eu fiz um curso onde abordava esses três temas: User Experience, Inteligência Artificial e Gamificação. Achei muito interessa...