terça-feira, 29 de março de 2011

Profissional ético tem credibilidade

Jornalista, médico, advogado, independente da profissão, todos estudaram quatro, cinco anos e precisam desempenhar com qualidade e profissionalismo sua função. Para obter um serviço honesto e de acordo com as necessidades públicas, o primordial é ter ética com a nossa profissão.
Principalmente, quando o profissional, é o jornalista que está a todo o momento envolvido com temas públicos, que interferem na vida e no cotidiano de outras pessoas.
O jornalista presta serviço à população e dessa forma precisa ser o mais claro e ético com o seu trabalho, pois dependendo do que publicar além de se prejudicar, pode pôr em risco a imagem de outras pessoas.
Cumprir com o dever de passar informação correta, faz do jornalista um profissional com qualidade e com credibilidade. Como toda a profissão, o jornalista tem um código ético que rege sua conduta, no entanto, muitos preferem ir contra essa ética, mas ir a favor do veículo que presta serviço, mesmo não correspondendo com todos os temas éticos determinados pela área da comunicação.
O principal ponto que faz com que muitos jornalistas esqueçam a conduta ética e não sejam sinceros com seu público é em função da guerra pela exclusividade e audiência. Dessa forma, nem sempre apresentam uma matéria fidedigna aos seus telespectadores ou leitores.
O jornalista deve estar sempre atento com o que divulga, pois seu nome fica registrado nas matérias. Por isso, não é difícil encontrar jornalistas prestando esclarecimentos sobre o que falou ou escreveu.
Mas, a pior conduta que o jornalista pode ter é ir contra a moral e os bons costumes das pessoas, cometendo calúnia, injúria ou difamação.
   Segundo o Código de Ética do Jornalista, artigo 10 é inaceitável que o profissional aceite a discriminação seja por motivos sociais, raciais, sexuais, etc. Outro ponto preservado pelo código é o respeito ao direito à privacidade do cidadão. 
O código também defende que o jornalista pode preservar a identidade e a origem de suas fontes quando necessário.
Para Joelmir Beting, a ética do jornalismo é ascética e meridiana: a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade. A ética do jornalista é a ética da consciência e a ética do jornal é a ética da conveniência.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Farmácia Hospitalar - Entrevista

Sobre Marcelo Polacow Bisson: Vice-Presidente do CRF-SP, Farmacêutico pela FCFRP-USP, Mestre e Doutor em Farmacologia pela FOP-UNICAMP, Especialista em Farmácia Hospitalar pela SBRAFH, Professor das Faculdades Oswaldo Cruz e da Faculdade de Medicina do ABC.




1- Quais são os conceitos, objetivos e atribuições essenciais para implantar uma farmácia hospitalar?


O conceito de Farmácia Hospitalar “a unidade clínica, administrativa e econômica, dirigida por farmacêutico, ligada hierarquicamente à direção do hospital ou serviço de saúde e integrada funcionalmente com as demais unidades administrativas e de assistência ao paciente”. Os objetivos são contribuir no processo de cuidado à saúde, visando à melhoria da qualidade da assistência prestada ao paciente, promovendo o uso seguro e racional de medicamentos - incluindo os radiofármacos e os gases medicinais - e outros produtos para a saúde, nos planos assistencial, administrativo, tecnológico e científico. As atribuições essenciais do farmacêutico na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde:
I. Gestão;
II. Desenvolvimento de infra-estrutura;
III. Preparo, distribuição, dispensação e controle de medicamentos e produtos para a saúde;
IV. Otimização da terapia medicamentosa;
V. Informação sobre medicamentos e produtos para a saúde;
VI. Ensino, educação permanente e pesquisa.


2 - Quais são os padrões mínimos para o funcionamento de uma farmácia hospitalar?

Os padrões mínimos são os estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar em sua 2ª. Edição em 2010.


3 - Qual é a atuação clínica do farmacêutico hospitalar?

A otimização da terapia medicamentosa é função principal da Farmácia Hospitalar e das Farmácias de outros serviços de saúde, visando aumentar a efetividade da intervenção terapêutica, promovendo o uso racional de medicamentos. O farmacêutico hospitalar e de serviços de saúde deverá participar da formulação das políticas de medicamentos da sua Instituição. Entende-se por uso racional, a utilização, em cada caso, do medicamento adequado, cuja qualidade está assegurada, na dose terapêutica ou profilática adequada, na forma farmacêutica e dosagens mais convenientes ao paciente, maximizando os efeitos benéficos e minimizando a ocorrência de efeitos adversos, com o menor custo possível. A otimização da terapia medicamentosa consiste em, pelo menos:
a) Elaboração do perfil farmacoterapêutico dos pacientes, incluindo;
b) O levantamento da história medicamentosa de pacientes pré-Selecionados;
c) O farmacêutico deve ter acesso à história medicamentosa contida no prontuário do paciente e a outros dados básicos referentes ao tratamento;
d) A análise da prescrição médica;
e) As prescrições médicas devem ser analisadas pelo farmacêutico, quanto a seus componentes, quantidade, qualidade, compatibilidade, interações, possibilidade de reações adversas e estabilidade, entre outros aspectos relevantes;
f) O monitoramento da terapêutica farmacológica;
g) Cabe ao farmacêutico selecionar os pacientes que necessitam de monitoramento permanente e implementá-lo, em especial, para pacientes: com baixa adesão ao tratamento; em uso de medicamentos potencialmente perigosos; em uso de medicamentos com maior potencial de produzir efeitos adversos; em uso de medicamentos de alto custo; crianças e idosos;
h) Participação na decisão do plano terapêutico;
i) Avaliação contínua da resposta terapêutica.


4 - Quais são as funções básicas ou prioritárias do farmacêutico hospitalar?

Nas atividades de assistência farmacêutica, é de competência do farmacêutico nos serviços de atendimento na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde:
I. Assumir a coordenação técnica nas ações relacionadas à padronização, programação, seleção e aquisição de medicamentos, insumos, matérias-primas, produtos para a saúde e saneantes, buscando a qualidade e a otimização da terapia medicamentosa;
II. Participar de processos de qualificação e monitorização da qualidade de fornecedores de medicamentos, produtos para a saúde e saneantes;
III. Cumprir a legislação vigente relativa ao armazenamento, conservação, controle de estoque de medicamentos, produtos para a saúde, saneantes, insumos e matérias-primas, bem como as normas relacionadas com a distribuição e utilização dos mesmos;
IV. Estabelecer um sistema eficiente, eficaz e seguro de transporte e dispensação, com rastreabilidade, para pacientes em atendimento pré-hospitalar, ambulatorial ou hospitalar, podendo implementar ações de atenção farmacêutica;
V. Participar das decisões relativas à terapia medicamentosa, tais como protocolos clínicos, protocolos de utilização de medicamentos e prescrições;
VI. Executar as operações farmacotécnicas, entre as quais:
a) manipulação de fórmulas magistrais e oficinais;
b) manipulação e controle de antineoplásicos;
c) preparo e diluição de germicidas;
d) reconstituição de medicamentos, preparo de misturas intravenosas e nutrição parenteral;
e) fracionamento de medicamentos;
f) produção de medicamentos;
g) análises e controle de qualidade correspondente a cada operação farmacêutica realizada.
VII. Elaborar manuais técnicos e formulários próprios;
VIII. Participar de Comissões Institucionais, tais como:
a) comissão de farmácia e terapêutica;
b) comissão e serviço de controle de infecção hospitalar;
c) comissão de licitação e parecer técnico;
d) comissão de terapia nutricional;
e) comissão de riscos hospitalares;
f) comissão de terapia antineoplásica;
g) comissão de ética e pesquisa em seres humanos;
h) comissão de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde;
i) comissão de avaliação de tecnologias;
j) comissão interna de prevenção de acidentes;
k) comissão de educação permanente.
IX. Desenvolver e participar de ações assistenciais multidisciplinares, dentro da visão da integralidade do cuidado, interagindo com as equipes de forma interdisciplinar;
X. Atuar junto à Central de Esterilização, na orientação de processos de desinfecção e esterilização de materiais, podendo inclusive ser o responsável pelo setor;
XI. Atuar junto ao setor de zeladoria hospitalar padronizando rotinas, orientando e capacitando pessoal para a utilização segura de saneantes e realização de limpeza e desinfecção de áreas, viaturas e ambulâncias;
XII. Realizar ações de farmacovigilância, tecnovigilância e hemovigilância no hospital e em outros serviços de saúde, notificando as suspeitas de reações adversas e queixas técnicas, às autoridades sanitárias competentes;
XIII. Promover ações de educação para o uso racional de medicamentos, produtos para a saúde e saneantes, aos demais membros da equipe de saúde;
XIV. Exercer atividades de ensino, por meio de programas educacionais e de formação (treinamento e educação permanente) e programas de pós-graduação (Residência em Farmácia Hospitalar), contribuindo para o desenvolvimento de recursos humanos;
XV. Exercer atividades de pesquisa, participar nos estudos de ensaios clínicos, investigação científica, desenvolvimento de tecnologias farmacêuticas de medicamentos, produtos para a saúde e saneantes;
XVI. Realizar estudos e monitorar a utilização de medicamentos, produtos para a saúde e saneantes;
XVII. Desenvolver ações de gerenciamento de riscos hospitalares, como detecção de reações adversas a medicamentos; queixas técnicas; problemas com produtos para a saúde, saneantes, kits diagnósticos e equipamentos;
XVIII. Prevenir e/ou detectar erros no processo de utilização de medicamentos;
XIX. Zelar pelo adequado gerenciamento dos resíduos resultantes das atividades técnicas desenvolvidas nos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde, atendendo às normas sanitárias e de saúde ocupacional;
XX. Realizar e manter registros das ações farmacêuticas, observando a legislação vigente;
XXI. Orientar e acompanhar, diretamente, auxiliares na realização de atividades nos serviços de farmácia hospitalar, treinando-os e capacitando-os para tal; sendo que a supervisão e/ou competência dessas atividades são de responsabilidade exclusiva do farmacêutico;
XXII. Realizar outras atividades segundo a especificidade e a complexidade do hospital e os outros serviços de saúde.


5 - Quando foram instaladas no Brasil as farmácias hospitalares? (uma breve história de quando isso começou; onde começou; como foram os primeiros trabalhos e como está hoje em dia).

Em relação à instituição hospitalar do ponto de vista histórico, há registros indianos e egípcios, datados do sé-culo VI a.C., dos primeiros locais de isolamento de pessoas doentes do contato com o restante da comunidade. Com a filosofia cristã de “amar ao próximo como a ti mesmo”, na Itália (Roma) da Era Cristã, foi edificado o primeiro hospital. Essa filosofia marcou uma diferença radical das anteriores, que se preocupavam apenas em confinar os doentes para que se evitasse o contágio dos que se julgavam com saúde e das pessoas de classe social mais elevada. Também foram encontradas informações a respeito de locais de refúgio para tratamento de enfermos na Grécia hipocrática, iniciando uma nova fase na medicina. Também consta da literatura histórica que, na Roma Antiga, foram criados os primeiros hospitais militares, fato que evoluiu, na Idade Média, para a introdução do conceito de assistência social na doença, passando por mudanças profundas somente no século XIX, com a introdução de princípios de assepsia e o aumento das cirurgias, pelo trabalho do cirurgião inglês Joseph Lister. O primeiro hospital do Brasil e da América do Sul data de 1543 – Sta. Casa de Misericórdia de Santos. Em São Paulo, o primeiro hospital surgiu em meados de 1590. O modelo hospitalar tal como conhecemos hoje começou a ser implantado a partir da década de 1930, com a introdução de princípios administrativos específicos. Em 1933, foi criado, em Chicago (EUA), o primeiro curso de administração hospitalar do mundo, demonstrando que a evolução não se dava somente no campo tecnológico, mas também nas técnicas de gestão. Foi a partir de 1975 que as faculdades do Brasil começaram a incluir em seus currículos a disciplina de farmácia hospitalar, e, em 1980, foram criados os cursos de especialização em Farmácia Hospitalar – no Rio de Janeiro. Atualmente, os requisitos mínimos para a configuração de um hospital, segundo a Associação de Hospitais Ameri-canos (AHA, American Hospital Association), são os seguintes: a) Possuir, no mínimo, seis leitos para pacientes, cada qual ocupado por um período superior a 24 horas pelo mesmo indivíduo; b) Ser construído, equipado e mantido de modo que esteja capacitado a prestar serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento dos pacientes internados, dentro das áreas de especialidades, contando com recursos de hotelaria e tecnologia; c) Contar com o apoio de profissionais da saúde devidamente habilitados, em quantidade e qualidade compatíveis com as necessidades técnicas, além de pessoal administrativo.

Referências:
1-   Resolução CFF 492/2008
2-   Padrões Minimos da SBRAFH – 2ª edição 2007
3-   Cavalini, ME & Bisson MP. Farmácia Hospitalar: Um enfoque em sistemas de Saúde. 2ª. Edição. Editora Manole. 2010

EEscrita por Angely Biffi
NNA Comunicação - Bayer - Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 16 de março de 2011

Comunicação Interna como ferramenta estratégica

Comunicação interna é a união planejada de todas as ferramentas capazes de permitir o fluxo das informações de interesse aos colaboradores de uma organização. Essa definição fica bonita no papel, mas na prática acaba destoando das previsões mais otimistas. Por que tantas empresas falham no processo de disseminação interna da missão, da visão e dos valores corporativos?

Não é só envolver e integrar, é preciso gerar valor. Toda Comunicação Interna de sucesso passa por reformas e correções de rumos depois de instalar pesquisas que diagnosticam sua eficiência na prática. Aprende-se errando, confirmam os melhores cases de Comunicação Interna.

A Comunicação Interna não é um objeto suspenso na vida da organização, ela também está a serviço da viabilização dos objetivos e das metas estabelecidas. A coerência estratégica é a medida cautelar para que todos os colaboradores sejam capazes de valorizar os canais e o fluxo saudável das informações internas.

Mesmo diante de um mundo em constantes mudanças e evoluções, onde o acesso a informação esta cada vez mais fácil, ainda encontramos falhas na comunicação e não conseguimos atingir o público alvo.

Quando se trata do meio organizacional, não é muito diferente. As informações são geradas, mas nem sempre causam impactos, nem geram mudanças de comportamento, ou até acontece o pior, as informações mal divulgadas resultam em ruídos e ocasionam graves problemas dentro da organização, isso normalmente acontece quando muitas pessoas não tiveram acesso, ou não houve divulgação adequada da comunicação.

A partir destes exemplos, percebemos a importância de existir uma comunicação interna efetiva nas organizações, pois é através dela que são feitas as interações, os processos de trocas e os relacionamentos dentro de uma empresa ou instituição.

Orientar a comunicação para que ela esteja em sintonia com o planejamento estratégico corporativo é a única forma de viabilizar a conquista dos objetivos e metas estabelecidos. Não existe o “quase” na Comunicação Interna. A disseminação de informações dentro de uma empresa precisa ser formalizada, divulgada e celebrada por toda a organização.

Todos dentro da organização precisam estar envolvidos nos programas de Comunicação Interna, da diretoria à área operacional, o envolvimento tem provado ser a melhor forma de cumprir a comunicação estratégica. É tendência no meio empresarial ouvir os colaboradores, entender e satisfazer suas necessidades, assim como conhecê-los melhor e promover em suas equipes as práticas de saúde e qualidade no trabalho. Com canais planejados e abertos, é possível transmitir mensagens com informações verdadeiras e coerentes para aproximar a empresa de seus funcionários.

Vários são os fatores propícios para o crescimento de uma companhia, mas um dos mais importantes, sem dúvida, é a comunicação. Ferramenta de extrema importância e necessidade seja qual for sua área de atuação, ela é o fator determinante do seu sucesso ou fracasso junto ao cliente final, seja ele interno ou externo.

Para reduzir ao máximo os problemas na propagação das informações e se ter credibilidade perante os funcionários, deve ser criado um único canal oficial disseminador de informações e da cultura empresarial para todos. Nesse momento recorremos à Comunicação Interna. Ela pode ser formada por equipes ou até mesmo uma única pessoa que, em conjunto com os departamentos de Recursos Humanos, Comunicação e as demais lideranças, buscam soluções eficientes para motivar os colaboradores no alcance das metas da empresa. O comunicador interno tem uma posição estratégica e deve conhecer bem o funcionamento de cada área para realizar um trabalho eficaz, de acordo com as necessidades específicas expostas por cada departamento atendido.

Criatividade e muito jogo-de-cintura são palavras-chave desse departamento, uma vez que a demanda de trabalho tende a ser grande e o profissional lida diretamente com líderes, geralmente pouco acostumados a receber respostas negativas. Deve-se usar o bom-senso para equilibrar o importante e o urgente, priorizando sempre as solicitações mais adequadas a cada momento. Outro ponto essencial na Comunicação Interna é compreender com clareza a expectativa do gestor para com o colaborador a fim de criar com precisão, dispositivos perfeitos para obter os resultados esperados.

Pontos importantes para se ter uma comunicação interna dentro da empresa:

1 - Os colaboradores devem ser vistos como parceiros, e quanto mais bem informados estiverem, mais envolvidos com a empresa, a missão e o negócio, eles estarão;

2 - Deve ser dada uma maior atenção a opinião que eles têm a respeito da organização, pois é esta imagem que prevalece para o público externo. O colaborador pode alavancar ou destruir a imagem da empresa no qual trabalha;

3 - Toda organização está inserida em um mercado altamente competitivo. Com a globalização e a disseminação de novas tecnologias, a comunicação interna precisa ser valorizada e os canais que ela dispõe (jornal, intranet, murais, etc) precisam ser eficazes e atraentes para que realmente cumpra sua missão de integrar todo o quadro funcional de uma organização.

O departamento de Comunicação Interna deve ser de fácil acesso aos funcionários. Eles devem sentir-se confortáveis para darem sugestões, sejam positivas ou para pontos de melhoria.  O objetivo da comunicação na empresa está em estabelecer um relacionamento saudável, melhorando o clima internamente, fazendo com que os envolvidos alcancem os objetivos traçados.

Preste atenção nos rankings de empresas bem-sucedidas e perceberá que as melhores cotadas para trabalhar contam com uma Comunicação Interna forte, estruturada e oxigenada.

Independentemente do desempenho no mercado, a comunicação para transmitir valores, motivar colaboradores e disseminar as marcas que caracterizam a empresa e sua atuação é um processo que deve estar abastecido de informações com regularidade e ser executado sempre.

Escrita por Angely Biffi
NA Comunicação

quinta-feira, 3 de março de 2011

Carnaval e História do Carnaval



Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.[1] A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque, capital da Finlândia.

O que é 

O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.

História do Carnaval 

O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.
O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. 
Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

Escolas de Samba Vencedoras nos Últimos Carnavais no Rio de Janeiro :

1998 - Mangueira e Beija-Flor
1999 - Imperatriz Leopoldinese
2000 - Imperatriz Leopoldinese
2001 - Imperatriz Leopoldinese
2002 - Mangueira
2003 - Beija-Flor
2004 - Beija Flor
2005 - Beija-Flor
2006 - Unidos de Vila Isabel
2007 - Beija-Flor
2008 - Beija-Flor
2009 - Acadêmicos do Salgueiro
2010 - Unidos da Tijuca

Escolas de Samba Vencedoras nos Últimos Carnavais em São Paulo:

1998 - Vai-Vai
1999 - Vai-Vai, Gaviões da Fiel
2000 - Vai-Vai, X-9 Paulistana
2001 - Vai-Vai, Nenê de Vila Matilde
2002 - Gaviões da Fiel
2003 - Gaviões da Fiel
2004 - Mocidade Alegre
2005 - Império de Casa Verde
2006 - Império de Casa Verde
2007 - Mocidade Alegre
2008 - Vai-Vai
2009 - Mocidade Alegre
2010 - Rosas de Ouro

Inovação Digital: User Experience, Inteligência Artificial e Gamificação

  Recentemente eu fiz um curso onde abordava esses três temas: User Experience, Inteligência Artificial e Gamificação. Achei muito interessa...