sexta-feira, 23 de agosto de 2013

As tendências em eventos Verdes

Vamos refletir mais um pouco sobre eventos sustentáveis...



Para a produção de qualquer evento é necessário fazermos um checklist, termos um planejamento dos passos que vamos seguir em sua realização, desde a etapa inicial, de criação, até a reta final que é o evento concretizado.

Na execução de um evento sustentável, esse passo a passo não é diferente, porém, existem algumas peculiaridades que devem ser observadas para que o evento, realmente, tenha o cuidado com a preservação do meio ambiente.

O primeiro ponto para o seu evento começar a ter uma cara verde, com pensamento sustentável é substituir os materiais mais agressivos, que prejudicam o solo, o ar, a água, por produtos biodegradáveis, também é interessante pensar em brindes recicláveis, caso seja a intenção do organizador fazer a distribuição de algum item, estas são algumas alternativas oferecidas para iniciar um evento de sustentabilidade.

São medidas simples e práticas que podem ser incorporadas por qualquer empresa para reduzir o impacto ambiental das ações promocionais e dos eventos. Vamos examinar o passo a passo para deixar seu evento sustentável do começo ao fim, seguindo algumas diretrizes fundamentais para que isso aconteça.

Antes de começar:

•           Promova um alinhamento no grupo responsável pelo evento para que todos entendam a importância da sustentabilidade e como ela afeta a organização;
•           No planejamento do evento, defina quais metas de sustentabilidade quer alcançar (reciclagem de resíduos, maior acessibilidade, consumo eficiente de energia/água, neutralização de carbono etc.);
•           Registre o compromisso com a sustentabilidade nos materiais e comunicações que vierem a ser produzidos;
•           Para o seu evento, prefira locais que tenham políticas claras de compromisso com sustentabilidade. Por exemplo, descubra com o administrador se eles usam fornecedores locais, se tem políticas de conservação e uso eficiente de energia, água, etc;
•           Escolha de preferência locais que garantam maior diversidade de meios de acesso (metrô, trem, ônibus, bicicleta etc.).

Para o evento em si:

•           Garanta que todas as pessoas envolvidas no evento estejam conscientes dos seus aspectos de sustentabilidade. É uma boa oportunidade de promover a educação sobre o tema;
•           Procure fazer a maior parte possível da comunicação por meios eletrônicos, incluindo convites, “save dates”, folhetos, etc. Imprima somente o necessário;
•           Se for usar papel, dê preferência aos que tenham sido fabricados pelo sistema TFC (totalmente livre de cloro – Total Chlorine Free) ou pelo menos no sistema ECF (Livre de Cloro Elementar – Elemental Chlorine Free) e que tenham o selo FSC, o qual certifica que sua produção segue as regras de preservação ambiental. Importante destacar que o simples fato de ser reciclado não significa que o papel seja mais sustentável, se ele tiver sido tratado à base de cloro;
•           Evite usar crachás de identificação elaborados em plástico ou materiais de resina. Prefira identificação feita em papel cartão reciclado, por exemplo, ou até mesmo uma simples etiqueta. Peça aos participantes para deixarem seus crachás para serem reciclados;
•           Sempre que possível, prefira quadros brancos reutilizáveis aos flip-sharts e marcadores não tóxicos à base de água. Evite, portanto, sempre que possível o desperdício de papel causado pelo uso de flip-sharts;
•           Procure compartilhar online as apresentações feitas em vez de imprimi-las para distribuição física;
•           Sobre a alimentação, procure fornecedores que ofereçam opções orgânicas e/ou que usem verduras, legumes, frutas da estação preferencialmente provenientes de fornecedores. Faça uma estimativa das necessidades de alimentação dos participantes para evitar desperdício;
•           Procure usar utensílios para servir bebidas e comida que sejam reutilizáveis. Evite o acúmulo de materiais descartáveis;
•           Em todo caso, assegure-se de que todo resíduo produzido pelo evento seja corretamente separado e tratado. Uma boa ideia é promover uma triangulação com os administradores do local do evento e uma rede de catadores de resíduos;
•           Procure sinalizar claramente todos os pontos de deposição de resíduos recicláveis e não recicláveis;
•           Da mesma forma, sinalize nos banheiros e outros locais públicos com as recomendações para uso eficiente de água e energia;
•           Na decoração do local do evento procure usar plantas vivas, materiais naturais e/ou reutilizáveis;
•           Pense em brindes que sejam efetivamente úteis e de preferência cujas fontes e processo de produção sejam sustentáveis. Hoje em dia está na moda distribuir sementes e mudas. Antes de fazer isso, pense se os participantes serão capazes de dar destinação efetiva a elas. Muita gente mora em apartamentos e não tem onde plantá-las adequadamente. Ou seja, acabam jogando-as no lixo;
•           Considere promover a neutralização do carbono gerado pelo evento. Há empresas no mercado que fazem o cálculo do carbono que será produzido e oferecem alternativas para promover sua neutralização.

Depois do evento:

•           Incluam na avaliação os elementos de sustentabilidade, especialmente as metas desejadas e os resultados alcançados e compartilhe esta informação não apenas internamente, mas publicamente, especialmente com os participantes. É uma forma de estimular ações semelhantes;
•           Reconheça o esforço de cada pessoa e/ou organização/empresa envolvida no alcance das metas;
•           Faça uma lista de “lições aprendidas” para ser compartilhada internamente e servir de referencia para futuros eventos sustentáveis.

Podemos afirmar que com a produção de um bom material de comunicação que informe a preocupação da empresa com a preservação ambiental, conseguiremos associar a marca às atitudes positivas e corretas, e ao mesmo tempo, conscientizar o público-alvo da importância de se ter uma consciência ambiental em suas vidas.

O setor de eventos e, principalmente, seus organizadores quando acreditarem realmente na importância e abrangência da sustentabilidade e em seus diferenciais, teremos uma mudança significativa de paradigma de um setor importante, gerador de grande impacto, e capaz de promover melhorais sociais e ambientais que perdurem por anos.

O próximo texto mostrará que é possível realizar um evento glamoroso, como o casamento, de maneira ecologicamente correta, com pensamentos e atitudes que respeitam o meio ambiente e que zelam pelas gerações futuras.




Escrita por Angely Biffi

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

OFFICE BRASIL ESCOLAR


Feira Internacional de Produtos para Papelarias, Escritórios e Escolas

OFFICE BRASIL ESCOLAR é a maior feira do continente americano  em produtos para Papelarias, Escritórios, Escolas e Revendas de Informática. Evento de negócios, dirigido ao varejo nacional, mercado corporativo, instituições de ensino, compradores internacionais  e toda a gama de profissionais destes setores.


Principal vitrine de lançamentos de produtos e de tendências, possui um mix de produtos amplamente diversificado como artigos gerais para papelaria e bazar, produtos escolares, presentes, brinquedos, pastas, mochilas e acessórios, linha office, bazar, informática e tecnologia.

Mais informações: http://www.francal.com.br/site/pt-br/index.asp

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Jornalismo Cultural


O marco do jornalismo cultural é o ano de 1711, foi neste ano que dois ensaístas ingleses, Richard Steele (1672-1729) e Joseph Addison (1672-1719), fundaram uma revista diária chamada The Spectator. Mais tarde criaram outras publicações, como The Guardian. Londres ficou ansiosa para descobrir quem eram os autores dessas publicações diferenciadas que estavam aparecendo nas livrarias da cidade. A Spectator, portanto o jornalismo cultural nasceu na cidade e com a cidade.

O jornalismo cultural dedicado à avaliação de idéias, valores e artes inicia-se depois do Renascimento, propaga-se na Itália com o Humanismo e ajuda a dar a luz ao movimento iluminista que marcou o século XVIII.

O jornalismo europeu teve sua era de ouro, pois sua influencia transformou a modernidade, as revoluções políticas, as descobertas cientificas, a educação liberal e o romance realista. Além de Addison e Steele, outros nomes importantes apareceram como Samuel Johnson (1709-1784), que escrevia em The Examiner.

No Brasil, o jornalismo cultural só ganhou força no final do século XIX e com ele nasceu o maior escritor nacional, Machado de Assis (1839-1908), muitos outros escritores brasileiros passaram pelo jornalismo cultural. O grande crítico do período foi José Veríssimo (1857-1916).

No final do século XIX o jornalismo começou a mudar e, com ele, o estilo da crítica cultural. Até a virada para o século XX, o jornalismo era feito de pouco noticiário, tinha muito articulismo político e debates sobre livros e artes. A modernização da sociedade transformou a imprensa, e o jornalismo passou a dar mais importância para as reportagens. O jornalismo cultural descobriu a reportagem e a entrevista, além de uma crítica mais breve e participante.

O papel fundamental no jornalismo cultural continuou sendo das revistas e os tablóides literários semanais ou quinzenais. A revista New Yorker, em que Edmund Wilson (1895-1972) escrevia foi a estrela nos anos 40 e 50. O jornalismo literário, não é invenção da New Yorker, mas foi praticado com excelência e por isso se tornou um forte ícone de referencia.

Outro nome importante para o jornalismo cultural foi o escritor inglês George Orwell (1903-1950), conhecido como romancista de A revolução dos bichos. Orwell é um modelo de escrita para jornalistas modernos, pois uni clareza e incisividade na argumentação.

Nos últimos anos o jornalismo cultural vem se expandindo para os livros.

Em 1928, surgiu uma publicação moderna dentro do jornalismo cultural que não pode ser deixado de citar: a revista O Cruzeiro. A revista também marcou época por lançar o conceito de reportagem investigativa. O Cruzeiro também foi muito importante para o Brasil por falar para todos os tipos de público.

Nos anos 50, o jornal Correio da Manhã criou o caderno cultural dominical, o Quarto Caderno. O caderno trazia críticos de cinema, colunas sobre arte, dramaturgos e cronistas.

Outro experimento jornalístico surgiu em 1969, O Pasquim, que começava como tablóide semanário de humor, política e cultura. Esta publicação alternativa mudou a história de todo o jornalismo brasileiro, pois modernizou a linguagem, a deixou mais coloquial e personalista.

Somente nos anos 80 que os dois principais jornais paulistas consolidaram seus cadernos culturais diários, a Folha de São Paulo com a Ilustrada e O Estado de São Paulo com o Caderno 2.

A Ilustrada ficou famosa por seu gosto pela polêmica e por sua atenção pela cultura jovem internacional. O Caderno 2 teve seu auge com a primeira geração de especialistas que participaram do projeto como Wagner Carelli, Enio Zqueff que falavam com conhecimento de causa sobre diversos assuntos.
A partir do século XX, o jornalismo cultural vive crises freqüentes de identidade. Isso aconteceu com o surgimento dos meios de comunicação de massa, rádio e televisão.

A história do jornalismo cultural é parte integrante dessa história. As revistas culturais se multiplicaram a partir dos anos 20 e as seções culturais da grande imprensa diária ou semanal se tornaram obrigatórias a partir dos anos 50; pode-se dizer, portanto, que acompanharam os momentos-chave de ampliação da tal “indústria cultural”, numa escala que hoje converteu o setor de entretenimento num dos mais ativos e ainda promissores da economia global. E por um motivo obvio: o jornalismo é, ele mesmo, personagem importante dessa “era da reprodutividade técnica”. (PIZA, 2004, p.43 e 44).

O jornalismo, que pratica a ampliação do acesso a produtos culturais, desprovidos de utilidade imediata, precisa observar esse mercado sem preconceitos, ideológicos, sem parcialidade política. A imprensa cultural tem o dever do senso crítico, da avaliação de cada obra cultural e das tendências que o mercado valoriza seus interesses, e o dever de olhar para as induções simbólicas e morais que o cidadão recebe.

O jornalismo cultural não tem conseguido realizar com clareza e eficácia sua função, por vários motivos: um deles tem a ver com os critérios para avaliar uma produção cultural, na arte, a condição moderna é crítica, por isso é preciso recuperar o poder de influência que o jornalismo cultural já teve. Outra perda do jornalismo cultural, além da credibilidade é sua submissão ao cronograma dos eventos.

O preconceito contra uma matéria cultural, se alimenta da falsa noção de que jornalismo cultural se encerra na função de serviço, do roteiro. Uma matéria jornalística, nesta época da multiplicação industrial, é, ela mesma, um produto cultural, para um consumo que às vezes se esgota em si mesmo.

  O jornalismo cultural sofreu, como a sociedade, enormes transformações desde Samuel Johnson até Robert Hughes, ou desde Machado de Assis até Paulo Francis, mas suas funções não mudaram muito. Grandes críticos culturais como eles, assim como os chamados jornalistas literários como Gay Talese, continuam na história porque souberam lutar contra os dogmas estabelecidos e contra a mediocridade dominante. Ganharam pecha injusta de “elitistas”, de metidos a “juizes” do gosto alheio etc, mas fizeram muito pela formação cultural de muita gente, chegando ao leitor não-academico pela energia e clareza do seu texto. Portanto eram (ou são) seletivos, não elitistas, e combativos, não arbitrários. A prova é a de que conquistaram, a médio ou longo prazo, um público grande e assíduo. É um caminho mais trabalhoso, mas também mais digno. (PIZA, 2004, p. 68).

A reportagem no jornalismo cultural tem pontos de diferenciação. Devido o chamado “hard news”, o noticiário quente, é menor que nos outros cadernos. Suas notícias dizem respeito à agenda de lançamentos e eventos, olham para o que vai acontecer e não para o que já aconteceu ou esta ocorrendo.

No jornalismo cultural brasileiro existem dois autores que são mestres em apresentar opinativamente um tema ao leitor: Sergio Augusto e Ruy Castro. Eles sempre deixam claro seu ponto de vista para o leitor.

Há um outro tipo de reportagem cultural, ainda mais interpretativo, que é difícil de fazer e é escasso na imprensa brasileira. Quando a reportagem trata de tendências, por exemplo, quando o jornalista vai falar sobre um best-seller, quando vai causar polêmica. Ainda tem o caso de quando vai mostrar determinado comportamento cultural, por exemplo, moda das “raves”, pois precisa falar sem preconceito e com senso crítico.   

Dez dicas para escrever ou fazer uma reportagem de jornalismo cultural:

1.                Não “compre” nenhuma versão. Duvide sempre, não tenha medo de perguntar, faça contrastes com outros pontos de vistas;
2.                   Faça uma abertura atraente, mas sem mostrar demais o assunto;
3.                   Mantenha ritmo no texto, amarre as informações;
4.                   Hierarquize as informações, quanto maior a precisão, melhor.
5.                   Evite clichês, chavões, adjetivos gastos, termos pomposos, seja coloquial e fluente;
6.                    Preocupe-se em dar um título atraente;
7.                   Não abuse dos verbos “discendi”, como “diz”, “afirma”, etc. Muitas vezes o autor já fala já está subentendido;
8.                   Traduza sempre que possível o jargão do setor;
9.                   Seja criativo no texto e na edição;
10.                 Dê um fecho ao texto.


Escrita por Angely Biffi 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Mundo Vegetariano



O vegetarianismo teve o início por volta de 580 a.C. e o “pai” desse movimento foi o matemático e filósofo grego Pitágoras. Os seguidores dessa prática eram chamados de Pitagóricos até a fundação da Sociedade Vegetariana Britânica em 1847, após essa data, começaram a ser chamados de vegetarianos, por conta do latim vegetus que significa “forte”, vigoroso”, “saudável”. A dieta vegetariana define-se como a prática de não comer carne (aves, peixe, ovelha) e nem seus subprodutos (embutidos, gelatinas), nada que implique a morte de qualquer animal.

Dentro do vegetarianismo encontramos subdivisões, vários grupos de pessoas que seguem de maneira diferente e com restrições maiores ou menores a dieta vegetariana. Esses grupos são: Ovo-lacto-vegetarianismo, Lacto-vegetarianismo, Veganismo, Semi-vegetarianismo, Crudivorismo, Frugivorismo e Freegano.

Para compreendermos melhor o mundo dos vegetarianos vamos conversar com Roberta Almeida, 25, estudante de química, nas Faculdades Oswaldo Cruz, vegetariana há 10 anos. Roberta é apaixonada pela natureza, animais e muito ligada a forças naturais, isso fez com que ela começasse a observar o mundo com outros olhos e inicia-se a vida vegetariana.

A estudante comenta sobre o movimento vegetariano no Brasil que ainda está amadurecendo muito aqui, por isso, dentro da própria comunidade vegetariana existem divergências de pensamento e opiniões e isso tem criado diversas vertentes dentro do movimento. Isso é muito importante para esse amadurecimento, mas essas diferenças podem atrapalhar o objetivo maior, que é difundir o vegetarianismo. Divergência de pensamento é muito saudável desde que não haja segregação.

Roberta pertence ao grupo Ovo-lacto-vegetarianismo que é a forma mais popular de vegetarianismo, não consome nenhum tipo de carne, porém em sua dieta inclui ovos, leite e derivados, como queijo, iogurte. A vegetariana explica as outras segmentações que existe e a sua escolha por uma específica. Os Lacto-vegetarianismo possuem uma dieta vegetariana que não inclui nenhum tipo de carne, ovos e mel, mas inclui leite e derivados. Já o Veganismo exclui todos os produtos de origem animal, carnes, peixes, aves, laticínios, excluem ovos, mel, gelatina. Os veganos evitam o uso de couro, lã e de outros produtos de origem animal, como óleos e secreções presentes em cosméticos. O veganismo é um estilo de vida, mas é quase impossível ser 100% vegano. Outra forma de dieta é o Semi-vegetarianismo, essa alimentação elimina a carne vermelha, mas a carne de aves, peixes e derivados dos animais é consumida normalmente. Existe também o Cruvodorismo não consumem nada de origem animal, os alimentos não são cozidos, porém isso não significa que os alimentos são apenas comidos crus, normalmente são desidratados, comem também frutos frescos e secos, vegetais, sementes, grãos germinados e algas. 

Outra prática é a de Frugivorismo, alimentam-se somente de frutas cruas ou cozidas. A última segmentação seria a Freegano, considerado o grupo mais radical, porque se recusam a comprar qualquer tipo de alimento, consomem o que encontram no lixo. Acabam sendo mais flexíveis na alimentação já que não vêem barreiras para comer produtos animais que foram jogados fora, eles apenas evitam dar dinheiro as empresas que exploram animais.

Nascida em São Paulo (SP), moradora da Pompéia, tendo uma origem familiar de classe média, Roberta Almeida, escolheu seguir um grupo mais popular de todos os que existem no vegetarianismo, pois acretida que esse condiz com suas crenças e por ser o mais simples ela consegue conviver normalmente com as demais pessoas que faz parte da sua vida. Como estudante ela busca conquistar seus ideais, sem esquecer de seus princípios e dessa maneira se possível levar o vegetarianismo para as outras pessoas, sem ser piegas.


Roberta finaliza com uma citação de Pitágoras, pai do vegetarianismo: “Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”

Escrita por Angely Biffi

Jornalismo Digital


Para Pollyana Ferrari, o surgimento da World Wide Web, nasceu de uma cultura de massa e também uma teia viva e sem censura, a grande saída para o mundo pós-guerra fria.

A grande pergunta para esse mundo digital em que as pessoas estão se envolvendo é: será que o leitor digital adquire algum conhecimento? Pode-se dizer que é um pseudoconhecimento, pois é absorvido sem qualquer participação efetiva.

Os leitores digitais dão uma olhada nas manchetes, lêem o horóscopo, entram em alguma área que chamou a atenção na home page e assim sucessivamente. A informação é absorvida sem grande comprometimento com a realidade.

A maioria dos internautas são a elite de cada nação e todo o tráfego dos portais é realimentado pelas classes A e B, pois possuem um poder aquisitivo que permitem usufruir dessas modernidades e dedicar o maior tempo na rede.

 O ser humano de modo geral, é preguiçoso e gosta de ter acesso fácil a tudo o que precisa. A internet é um grande avanço para esse tipo de público, pois tem informação instantânea para quem já sabe o que busca e também para aqueles que navegam sem um objetivo único.

A internet chegou para ficar. Não é uma moda passageira e não haverá retrocesso. Por exemplo, um usuário de e-mail, jamais voltará a escrever uma carta, ter o trabalho de se deslocar até o correio e ainda esperar mais tempo para ter a resposta desejada.

Para o conteúdo on-line existem diversos elementos, além dos tradicionais, usados na cobertura impressa, por exemplo, seqüências de vídeos, áudio, ilustrações animadas.
O jornalismo digital esta desafiando os profissionais a se preparem para as redações, como um todo, para conhecer e lidar com essas transformações. É preciso desenvolver uma visão multidisciplinar, com noções de marketing e comerciais.

O jornalismo digital vai além de produzir ou colocar reportagens na Internet. É necessário pensar em enquête, tema para Chat, vídeos e áudios que interessem para os internautas. Os jornalistas on-line precisam pensar em elementos diferentes e que possam ser complementados.

O veículo digital é antagônico ao tradicional (ex. jornal), pois sua concepção parte de um grupo grande para um grupo pequeno, desta maneira é preciso saber chamar a atenção do leitor e fazer com que ele se interesse em procurar as notícias que lhe são úteis nas paginas da Web.

 No veículo digital é importante contextualizar a informação e saber criar uma hierarquia de importância para a notícia, sempre da mais para a menos importante.

Outro fator importante para ser observado na Internet é saber onde e em que horário publicar a matéria que tem em mão, pois não adianta ter uma ótima reportagem, se não observar esses itens na home page.

O usuário da Web tem a capacidade de decidir em que ordem quer ler as notícias, e isso exige que o jornalista encontre mais formas de contar histórias na Internet.

A Internet proporcionou um acesso à informação de maneira única. As pessoas podem encontrar qualquer coisa nas home page. Desde um endereço de restaurante até namorados. Isso significa que há muitos serviços oferecidos num portal que consegue preencher e resolver boa parte das necessidades do homem moderno.

Referência para realização do texto:

Ferrari, Pollyana. Jornalismo Digital. 2° ed. - São Paulo: Ed. Contexto, 2004. (Coleção Comunicação).


Escrita por Angely Biffi

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Por que fazer o seu evento sustentável?

Realizei minha pós-graduação em Gestão de Comunicação Executiva e Eventos.

Meu trabalho de conclusão de curso foi sobre o seguinte tema: CASAMENTO VERDE: UMA FORMA DE CASAR ECOLOGICAMENTE SUSTENTÁVEL.

Acho muito importante abordar o tema Sustentabilidade, pois é um tema que está em alta, mas ao mesmo tempo é um assunto muito novo.

Dessa forma, quero destrinchar aqui com vocês um pouco desse trabalho que produzi.

Vou colocar algumas partes, para que todos entendam um pouco da importância de um evento e principalmente um evento sustentável.

Boa leitura!

Por que fazer o seu evento sustentável?



Evento é um acontecimento que tem por finalidade uma comemoração ou a divulgação de informações, a cerca de um determinado assunto, promovendo dessa forma a imagem de uma instituição ou de uma pessoa.

No entanto, a proposta deste artigo, não é apenas falar sobre a realização de um simples evento, o objetivo principal é mostrar que podemos realizar eventos com características mais sustentáveis. Pensando nas gerações futuras, pois o setor de evento sempre terá seu espaço na sociedade, por isso, é de extrema importância que seja um setor responsável no âmbito ecológico, cuidando do meio ambiente com ações de responsabilidade social e sustentável.

Antes de abordarmos a questão sustentabilidade dentro de um evento, devemos entender o que realmente significa ser sustentável. Matias (2011) contextualiza o conceito de sustentabilidade que surgiu em 1987, a partir do relatório “Nosso Futuro Comum”, conhecido também como Relatório Brundtland, que indicou a necessidade de mudar padrões de produção e consumo em busca de um desenvolvimento sustentável, que satisfaça as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações satisfazer suas próprias necessidades. Em outras palavras, sustentabilidade pressupõe o equilíbrio entre três pilares: econômico, ambiental e social.

Atualmente, estamos vivendo um momento quando a preocupação com os impactos ambientais cresceu bastante e atingiu os mais diversos setores, sendo assim, foi essencial que os profissionais de eventos se enquadrassem nesse perfil e começassem a trabalhar com esse novo conceito, pois ter uma visão sustentável tornou-se um diferencial e um ponto decisivo para muitas vezes se ganhar a concorrência na hora de um trabalho.

Sabemos que um evento gera muita quantidade de lixo e por isso, pode vir a causar impactos negativos à imagem da instituição (ou pessoa). Dessa forma, implementar ações que levem à minimização dos impactos ambientais é favorável àqueles que se interessam pela prática da sustentabilidade e principalmente às instituições que investem ou pretendem investir em programas de responsabilidade socioambiental.

“O setor de eventos, por prestar serviços a uma infinidade de segmentos, é um ator multiplicador de ações mitigatórias nas mais diversas esferas da sociedade. Um evento que seja ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito, isto é, que busca sustentabilidade, deve levar em consideração, em seu processo de planejamento e realização, os impactos ambientais, desde a mensuração até a destinação dos resíduos gerados em sua realização, o consumo de energia elétrica e a neutralização das emissões de gás carbônico (CO²), geradas durante o evento, por meio de plantio de árvores nativas. Dessa forma, será um evento social e ambientalmente responsável”. (MATIAS, 2011, p. 200).

O setor de eventos vem contribuindo cada vez mais para o crescimento da economia brasileira e esses números tendem a aumentar com a realização da Copa do Mundo de 2014 e com os Jogos Olímpicos de 2016, por isso, é necessário que os profissionais de evento tenham a preocupação com a questão ambiental, é necessário planejar e mostrar para o país e para os estados que irão sediar esses eventos, os benefícios pós-evento, pois um evento sustentável pressupõe melhorias continuas nas redondezas onde aconteceu o evento. 

Os eventos de grande porte sejam eles shows, ou qualquer outro evento que tenha aglomeração de pessoas, todos causam impactos ambientais. Por isso, o pensamento principal de quem vai organizar um evento é garantir a preservação do meio ambiente, envolvendo desde os organizadores até o público que irá participar.

No mundo atual, fazer campanhas a favor do meio ambiente e conseguir que todos participem ficou mais fácil, pois temos a nosso favor as mídias sociais. A internet é uma aliada com grande poder e com uma capacidade imensa de atingir as pessoas de forma homogênea, com rapidez e com efetivação de participação.

João Paulo Motta em sua pesquisa sobre Marketing Ambiental: analisando eventos sustentáveis[1], ilustra um exemplo de como uma boa campanha a favor do meio ambiente pode dar certo para a realização de um evento com pensamento verde, o Planeta Brasil 2010, que aconteceu em Belo Horizonte, MG, no dia 24 de setembro. Foi a 2ª edição do evento sustentável, que teve início em 2009, e assim como o Marketing do SWU, explorou ao máximo a participação do público com promoções em redes sociais na internet e utilizando com consciência a mídia impressa. Outro ponto positivo foi o incentivo à educação ambiental para crianças e a iniciativa de realizar a compensação de gases de efeito estufa, mesmo sem a existência de um projeto de Lei, como ocorre em São Paulo. Todos os eventos deveriam seguir essa iniciativa, de não precisar de leis para fazer sua parte.

Eventos sempre serão danosos ao meio ambiente e isso é um fato inegável. Mas como podemos ver, o Marketing tem o papel fundamental de criar campanhas que respeitam o meio ambiente e trabalhar a participação do público, mostrando que elas também são responsáveis e que podem ajudar de várias formas na preservação do meio ambiente.
Por isso, atualmente, existe uma visão muito forte e nova no que tange à sustentabilidade na gestão de eventos, uma certificação chamada ISO 20121. A regulamentação da ISO 20121 ocorreu em junho de 2012 e, como toda ISO, a sua aplicação será opcional.

As empresas que se adequarem a essa nova norma terão inúmeras vantagens, não apenas economicamente, como também socialmente, com a possibilidade de cooperar efetivamente para um futuro sustentável.

Erich Burger Netto, diretor da Recicleiros explica que a norma ISO 20121 nasceu durante a preparação para as Olímpiadas de 2012 em Londres, a cidade sentiu a necessidade criar um padrão, regras de ações que dariam as diretrizes base para implementar sustentabilidade em eventos.

“Com essa necessidade em mãos a BSI (British Standards Institute) criou a BS8901, um padrão nacional da Inglaterra que gerou grande interesse internacional. Tamanho interesse que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em conjunto com a BSI entraram com uma proposta de desenvolvimento de uma nova norma para ser um padrão internacional, a ISO 20121. A ISO 20121 vem para servir de guia para a indústria de eventos. A norma deve estabelecer critérios para o planejamento e monitoramento das atividades relacionadas a produção de eventos, visando o alinhamento destas a padrões internacionais de sustentabilidade”. (NETTO, disponível em www.recicleiros.com.br/lixograma/entendendo-a-iso-20121. Acesso em 15/06/2012).


A norma ISO 20121 tem o objetivo de auxiliar na escolha dos locais de realização de eventos, na formação da rede de fornecedores, gestão da rede de suprimentos, padrões de operação, comunicação e transporte. A ideia de fazer com que as empresas, os organizadores de eventos utilizem esse novo método para que paradigmas sejam quebrados na indústria de eventos, e assim projetos mais sustentáveis sejam realizados do ponto de vista socioambiental.

Foram 35 países envolvidos no desenvolvimento da norma, são eles: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Malásia, Noruega, Peru, Quênia, Reino Unido, Rússia, Suécia e Suiça. Países observadores: Armênia, Finlândia, Hong Kong, Lituânia, Marrocos, Nova Zelândia, Polônia, República Tcheca, Singapura e Tailândia.

Erich Burger Netto, diretor da Recicleiros comenta a importância da ISO 20121, ela tem que ser vista como uma ferramenta de orientação para facilitar o entendimento do que é sustentabilidade pelas empresas que formam a indústria do entretenimento, com o objetivo de tornar essas operações mais ecoeficientes, e não apenas um selo a se conquistar. O que fatalmente veremos é uma corrida para se fazer o mínimo para conquistar a certificação, o que pode ser um tiro no pé. Esperamos que a normatização assegure medidas efetivas que possam ser comprovadas, para aqueles que querem a certificação.

O tema Sustentabilidade apresentado é um assunto muito atual e que preocupa o mundo todo. Apesar do nosso foco neste trabalho ser sustentabilidade em casamentos, é de extrema importância que tenhamos parâmetros de como essa questão ambiental afeta todos os setores da sociedade.

No período da realização deste projeto tivemos aqui no Brasil o evento Rio+20, dessa forma não poderíamos deixar de citar o valor desse encontro para o Brasil e para os demais países envolvidos, no âmbito do desenvolvimento sustentável.
Além disso, um trabalho que aborda o tema sustentabilidade, não poderia deixar de mencionar essa reunião que promove discussões que visam a melhoria do planeta no âmbito sustentável.

O Brasil desde a Rio-92 destacou como tópico central o desenvolvimento sustentável, e desde, essa época o tema ocupa lugar central na política externa brasileira.

É interessante destacar que a proposta do país sediar a Rio+20 se enquadra na prioridade de criar novas oportunidades para todos os países das Nações Unidas se reunirem mais uma vez no Rio de Janeiro, para discutir os rumos do desenvolvimento sustentável para os próximos vinte anos.

A assessoria de imprensa do Rio+20 afirma que é especial o significado de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro. Como sede da Cúpula da Terra, que consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável em 1992, o Rio de Janeiro é o local ideal para realização da Rio+20, que apontará os caminhos futuros do desenvolvimento. O legado da Rio-92 – principalmente a Declaração do Rio, a Agenda 21, a Convenção Quadro sobre Mudança do Clima e a Convenção sobre Diversidade Biológica - estarão associados para sempre à lembrança da intensa participação da sociedade civil em debates da ONU, gerando o que se chamou de  “espírito do Rio”.

Uma importante iniciativa tomada nesse evento e que serve de exemplo para todos os eventos que tenham o pensamento ecologicamente correto é a questão das emissões locais de gases de efeito estufa.

Para evidenciar o que afirmamos acima, temos uma notícia que foi publicada no site do Rio+20.

Podemos concluir que a Rio+20 é uma Conferência sobre desenvolvimento sustentável, e não apenas sobre o meio ambiente. O desafio da sustentabilidade, portanto, representa uma oportunidade excepcional para se mudar um modelo de desenvolvimento econômico que ainda precisa incluir plenamente as preocupações com o desenvolvimento social e a proteção ambiental.

Com este pensamento, acredito que conseguimos mostrar um pouco o porquê é importante fazer o seu evento sustentável, sendo assim, no próximo artigo podemos abordar de forma mais detalhada as tendências de um evento verde, o que é preciso ter para tornar seu evento ecologicamente correto.


Escrita por Angely Biffi





Inovação Digital: User Experience, Inteligência Artificial e Gamificação

  Recentemente eu fiz um curso onde abordava esses três temas: User Experience, Inteligência Artificial e Gamificação. Achei muito interessa...