segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Mundo Vegetariano



O vegetarianismo teve o início por volta de 580 a.C. e o “pai” desse movimento foi o matemático e filósofo grego Pitágoras. Os seguidores dessa prática eram chamados de Pitagóricos até a fundação da Sociedade Vegetariana Britânica em 1847, após essa data, começaram a ser chamados de vegetarianos, por conta do latim vegetus que significa “forte”, vigoroso”, “saudável”. A dieta vegetariana define-se como a prática de não comer carne (aves, peixe, ovelha) e nem seus subprodutos (embutidos, gelatinas), nada que implique a morte de qualquer animal.

Dentro do vegetarianismo encontramos subdivisões, vários grupos de pessoas que seguem de maneira diferente e com restrições maiores ou menores a dieta vegetariana. Esses grupos são: Ovo-lacto-vegetarianismo, Lacto-vegetarianismo, Veganismo, Semi-vegetarianismo, Crudivorismo, Frugivorismo e Freegano.

Para compreendermos melhor o mundo dos vegetarianos vamos conversar com Roberta Almeida, 25, estudante de química, nas Faculdades Oswaldo Cruz, vegetariana há 10 anos. Roberta é apaixonada pela natureza, animais e muito ligada a forças naturais, isso fez com que ela começasse a observar o mundo com outros olhos e inicia-se a vida vegetariana.

A estudante comenta sobre o movimento vegetariano no Brasil que ainda está amadurecendo muito aqui, por isso, dentro da própria comunidade vegetariana existem divergências de pensamento e opiniões e isso tem criado diversas vertentes dentro do movimento. Isso é muito importante para esse amadurecimento, mas essas diferenças podem atrapalhar o objetivo maior, que é difundir o vegetarianismo. Divergência de pensamento é muito saudável desde que não haja segregação.

Roberta pertence ao grupo Ovo-lacto-vegetarianismo que é a forma mais popular de vegetarianismo, não consome nenhum tipo de carne, porém em sua dieta inclui ovos, leite e derivados, como queijo, iogurte. A vegetariana explica as outras segmentações que existe e a sua escolha por uma específica. Os Lacto-vegetarianismo possuem uma dieta vegetariana que não inclui nenhum tipo de carne, ovos e mel, mas inclui leite e derivados. Já o Veganismo exclui todos os produtos de origem animal, carnes, peixes, aves, laticínios, excluem ovos, mel, gelatina. Os veganos evitam o uso de couro, lã e de outros produtos de origem animal, como óleos e secreções presentes em cosméticos. O veganismo é um estilo de vida, mas é quase impossível ser 100% vegano. Outra forma de dieta é o Semi-vegetarianismo, essa alimentação elimina a carne vermelha, mas a carne de aves, peixes e derivados dos animais é consumida normalmente. Existe também o Cruvodorismo não consumem nada de origem animal, os alimentos não são cozidos, porém isso não significa que os alimentos são apenas comidos crus, normalmente são desidratados, comem também frutos frescos e secos, vegetais, sementes, grãos germinados e algas. 

Outra prática é a de Frugivorismo, alimentam-se somente de frutas cruas ou cozidas. A última segmentação seria a Freegano, considerado o grupo mais radical, porque se recusam a comprar qualquer tipo de alimento, consomem o que encontram no lixo. Acabam sendo mais flexíveis na alimentação já que não vêem barreiras para comer produtos animais que foram jogados fora, eles apenas evitam dar dinheiro as empresas que exploram animais.

Nascida em São Paulo (SP), moradora da Pompéia, tendo uma origem familiar de classe média, Roberta Almeida, escolheu seguir um grupo mais popular de todos os que existem no vegetarianismo, pois acretida que esse condiz com suas crenças e por ser o mais simples ela consegue conviver normalmente com as demais pessoas que faz parte da sua vida. Como estudante ela busca conquistar seus ideais, sem esquecer de seus princípios e dessa maneira se possível levar o vegetarianismo para as outras pessoas, sem ser piegas.


Roberta finaliza com uma citação de Pitágoras, pai do vegetarianismo: “Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”

Escrita por Angely Biffi

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