quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Jornalismo Cultural


O marco do jornalismo cultural é o ano de 1711, foi neste ano que dois ensaístas ingleses, Richard Steele (1672-1729) e Joseph Addison (1672-1719), fundaram uma revista diária chamada The Spectator. Mais tarde criaram outras publicações, como The Guardian. Londres ficou ansiosa para descobrir quem eram os autores dessas publicações diferenciadas que estavam aparecendo nas livrarias da cidade. A Spectator, portanto o jornalismo cultural nasceu na cidade e com a cidade.

O jornalismo cultural dedicado à avaliação de idéias, valores e artes inicia-se depois do Renascimento, propaga-se na Itália com o Humanismo e ajuda a dar a luz ao movimento iluminista que marcou o século XVIII.

O jornalismo europeu teve sua era de ouro, pois sua influencia transformou a modernidade, as revoluções políticas, as descobertas cientificas, a educação liberal e o romance realista. Além de Addison e Steele, outros nomes importantes apareceram como Samuel Johnson (1709-1784), que escrevia em The Examiner.

No Brasil, o jornalismo cultural só ganhou força no final do século XIX e com ele nasceu o maior escritor nacional, Machado de Assis (1839-1908), muitos outros escritores brasileiros passaram pelo jornalismo cultural. O grande crítico do período foi José Veríssimo (1857-1916).

No final do século XIX o jornalismo começou a mudar e, com ele, o estilo da crítica cultural. Até a virada para o século XX, o jornalismo era feito de pouco noticiário, tinha muito articulismo político e debates sobre livros e artes. A modernização da sociedade transformou a imprensa, e o jornalismo passou a dar mais importância para as reportagens. O jornalismo cultural descobriu a reportagem e a entrevista, além de uma crítica mais breve e participante.

O papel fundamental no jornalismo cultural continuou sendo das revistas e os tablóides literários semanais ou quinzenais. A revista New Yorker, em que Edmund Wilson (1895-1972) escrevia foi a estrela nos anos 40 e 50. O jornalismo literário, não é invenção da New Yorker, mas foi praticado com excelência e por isso se tornou um forte ícone de referencia.

Outro nome importante para o jornalismo cultural foi o escritor inglês George Orwell (1903-1950), conhecido como romancista de A revolução dos bichos. Orwell é um modelo de escrita para jornalistas modernos, pois uni clareza e incisividade na argumentação.

Nos últimos anos o jornalismo cultural vem se expandindo para os livros.

Em 1928, surgiu uma publicação moderna dentro do jornalismo cultural que não pode ser deixado de citar: a revista O Cruzeiro. A revista também marcou época por lançar o conceito de reportagem investigativa. O Cruzeiro também foi muito importante para o Brasil por falar para todos os tipos de público.

Nos anos 50, o jornal Correio da Manhã criou o caderno cultural dominical, o Quarto Caderno. O caderno trazia críticos de cinema, colunas sobre arte, dramaturgos e cronistas.

Outro experimento jornalístico surgiu em 1969, O Pasquim, que começava como tablóide semanário de humor, política e cultura. Esta publicação alternativa mudou a história de todo o jornalismo brasileiro, pois modernizou a linguagem, a deixou mais coloquial e personalista.

Somente nos anos 80 que os dois principais jornais paulistas consolidaram seus cadernos culturais diários, a Folha de São Paulo com a Ilustrada e O Estado de São Paulo com o Caderno 2.

A Ilustrada ficou famosa por seu gosto pela polêmica e por sua atenção pela cultura jovem internacional. O Caderno 2 teve seu auge com a primeira geração de especialistas que participaram do projeto como Wagner Carelli, Enio Zqueff que falavam com conhecimento de causa sobre diversos assuntos.
A partir do século XX, o jornalismo cultural vive crises freqüentes de identidade. Isso aconteceu com o surgimento dos meios de comunicação de massa, rádio e televisão.

A história do jornalismo cultural é parte integrante dessa história. As revistas culturais se multiplicaram a partir dos anos 20 e as seções culturais da grande imprensa diária ou semanal se tornaram obrigatórias a partir dos anos 50; pode-se dizer, portanto, que acompanharam os momentos-chave de ampliação da tal “indústria cultural”, numa escala que hoje converteu o setor de entretenimento num dos mais ativos e ainda promissores da economia global. E por um motivo obvio: o jornalismo é, ele mesmo, personagem importante dessa “era da reprodutividade técnica”. (PIZA, 2004, p.43 e 44).

O jornalismo, que pratica a ampliação do acesso a produtos culturais, desprovidos de utilidade imediata, precisa observar esse mercado sem preconceitos, ideológicos, sem parcialidade política. A imprensa cultural tem o dever do senso crítico, da avaliação de cada obra cultural e das tendências que o mercado valoriza seus interesses, e o dever de olhar para as induções simbólicas e morais que o cidadão recebe.

O jornalismo cultural não tem conseguido realizar com clareza e eficácia sua função, por vários motivos: um deles tem a ver com os critérios para avaliar uma produção cultural, na arte, a condição moderna é crítica, por isso é preciso recuperar o poder de influência que o jornalismo cultural já teve. Outra perda do jornalismo cultural, além da credibilidade é sua submissão ao cronograma dos eventos.

O preconceito contra uma matéria cultural, se alimenta da falsa noção de que jornalismo cultural se encerra na função de serviço, do roteiro. Uma matéria jornalística, nesta época da multiplicação industrial, é, ela mesma, um produto cultural, para um consumo que às vezes se esgota em si mesmo.

  O jornalismo cultural sofreu, como a sociedade, enormes transformações desde Samuel Johnson até Robert Hughes, ou desde Machado de Assis até Paulo Francis, mas suas funções não mudaram muito. Grandes críticos culturais como eles, assim como os chamados jornalistas literários como Gay Talese, continuam na história porque souberam lutar contra os dogmas estabelecidos e contra a mediocridade dominante. Ganharam pecha injusta de “elitistas”, de metidos a “juizes” do gosto alheio etc, mas fizeram muito pela formação cultural de muita gente, chegando ao leitor não-academico pela energia e clareza do seu texto. Portanto eram (ou são) seletivos, não elitistas, e combativos, não arbitrários. A prova é a de que conquistaram, a médio ou longo prazo, um público grande e assíduo. É um caminho mais trabalhoso, mas também mais digno. (PIZA, 2004, p. 68).

A reportagem no jornalismo cultural tem pontos de diferenciação. Devido o chamado “hard news”, o noticiário quente, é menor que nos outros cadernos. Suas notícias dizem respeito à agenda de lançamentos e eventos, olham para o que vai acontecer e não para o que já aconteceu ou esta ocorrendo.

No jornalismo cultural brasileiro existem dois autores que são mestres em apresentar opinativamente um tema ao leitor: Sergio Augusto e Ruy Castro. Eles sempre deixam claro seu ponto de vista para o leitor.

Há um outro tipo de reportagem cultural, ainda mais interpretativo, que é difícil de fazer e é escasso na imprensa brasileira. Quando a reportagem trata de tendências, por exemplo, quando o jornalista vai falar sobre um best-seller, quando vai causar polêmica. Ainda tem o caso de quando vai mostrar determinado comportamento cultural, por exemplo, moda das “raves”, pois precisa falar sem preconceito e com senso crítico.   

Dez dicas para escrever ou fazer uma reportagem de jornalismo cultural:

1.                Não “compre” nenhuma versão. Duvide sempre, não tenha medo de perguntar, faça contrastes com outros pontos de vistas;
2.                   Faça uma abertura atraente, mas sem mostrar demais o assunto;
3.                   Mantenha ritmo no texto, amarre as informações;
4.                   Hierarquize as informações, quanto maior a precisão, melhor.
5.                   Evite clichês, chavões, adjetivos gastos, termos pomposos, seja coloquial e fluente;
6.                    Preocupe-se em dar um título atraente;
7.                   Não abuse dos verbos “discendi”, como “diz”, “afirma”, etc. Muitas vezes o autor já fala já está subentendido;
8.                   Traduza sempre que possível o jargão do setor;
9.                   Seja criativo no texto e na edição;
10.                 Dê um fecho ao texto.


Escrita por Angely Biffi 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Mundo Vegetariano



O vegetarianismo teve o início por volta de 580 a.C. e o “pai” desse movimento foi o matemático e filósofo grego Pitágoras. Os seguidores dessa prática eram chamados de Pitagóricos até a fundação da Sociedade Vegetariana Britânica em 1847, após essa data, começaram a ser chamados de vegetarianos, por conta do latim vegetus que significa “forte”, vigoroso”, “saudável”. A dieta vegetariana define-se como a prática de não comer carne (aves, peixe, ovelha) e nem seus subprodutos (embutidos, gelatinas), nada que implique a morte de qualquer animal.

Dentro do vegetarianismo encontramos subdivisões, vários grupos de pessoas que seguem de maneira diferente e com restrições maiores ou menores a dieta vegetariana. Esses grupos são: Ovo-lacto-vegetarianismo, Lacto-vegetarianismo, Veganismo, Semi-vegetarianismo, Crudivorismo, Frugivorismo e Freegano.

Para compreendermos melhor o mundo dos vegetarianos vamos conversar com Roberta Almeida, 25, estudante de química, nas Faculdades Oswaldo Cruz, vegetariana há 10 anos. Roberta é apaixonada pela natureza, animais e muito ligada a forças naturais, isso fez com que ela começasse a observar o mundo com outros olhos e inicia-se a vida vegetariana.

A estudante comenta sobre o movimento vegetariano no Brasil que ainda está amadurecendo muito aqui, por isso, dentro da própria comunidade vegetariana existem divergências de pensamento e opiniões e isso tem criado diversas vertentes dentro do movimento. Isso é muito importante para esse amadurecimento, mas essas diferenças podem atrapalhar o objetivo maior, que é difundir o vegetarianismo. Divergência de pensamento é muito saudável desde que não haja segregação.

Roberta pertence ao grupo Ovo-lacto-vegetarianismo que é a forma mais popular de vegetarianismo, não consome nenhum tipo de carne, porém em sua dieta inclui ovos, leite e derivados, como queijo, iogurte. A vegetariana explica as outras segmentações que existe e a sua escolha por uma específica. Os Lacto-vegetarianismo possuem uma dieta vegetariana que não inclui nenhum tipo de carne, ovos e mel, mas inclui leite e derivados. Já o Veganismo exclui todos os produtos de origem animal, carnes, peixes, aves, laticínios, excluem ovos, mel, gelatina. Os veganos evitam o uso de couro, lã e de outros produtos de origem animal, como óleos e secreções presentes em cosméticos. O veganismo é um estilo de vida, mas é quase impossível ser 100% vegano. Outra forma de dieta é o Semi-vegetarianismo, essa alimentação elimina a carne vermelha, mas a carne de aves, peixes e derivados dos animais é consumida normalmente. Existe também o Cruvodorismo não consumem nada de origem animal, os alimentos não são cozidos, porém isso não significa que os alimentos são apenas comidos crus, normalmente são desidratados, comem também frutos frescos e secos, vegetais, sementes, grãos germinados e algas. 

Outra prática é a de Frugivorismo, alimentam-se somente de frutas cruas ou cozidas. A última segmentação seria a Freegano, considerado o grupo mais radical, porque se recusam a comprar qualquer tipo de alimento, consomem o que encontram no lixo. Acabam sendo mais flexíveis na alimentação já que não vêem barreiras para comer produtos animais que foram jogados fora, eles apenas evitam dar dinheiro as empresas que exploram animais.

Nascida em São Paulo (SP), moradora da Pompéia, tendo uma origem familiar de classe média, Roberta Almeida, escolheu seguir um grupo mais popular de todos os que existem no vegetarianismo, pois acretida que esse condiz com suas crenças e por ser o mais simples ela consegue conviver normalmente com as demais pessoas que faz parte da sua vida. Como estudante ela busca conquistar seus ideais, sem esquecer de seus princípios e dessa maneira se possível levar o vegetarianismo para as outras pessoas, sem ser piegas.


Roberta finaliza com uma citação de Pitágoras, pai do vegetarianismo: “Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”

Escrita por Angely Biffi

Jornalismo Digital


Para Pollyana Ferrari, o surgimento da World Wide Web, nasceu de uma cultura de massa e também uma teia viva e sem censura, a grande saída para o mundo pós-guerra fria.

A grande pergunta para esse mundo digital em que as pessoas estão se envolvendo é: será que o leitor digital adquire algum conhecimento? Pode-se dizer que é um pseudoconhecimento, pois é absorvido sem qualquer participação efetiva.

Os leitores digitais dão uma olhada nas manchetes, lêem o horóscopo, entram em alguma área que chamou a atenção na home page e assim sucessivamente. A informação é absorvida sem grande comprometimento com a realidade.

A maioria dos internautas são a elite de cada nação e todo o tráfego dos portais é realimentado pelas classes A e B, pois possuem um poder aquisitivo que permitem usufruir dessas modernidades e dedicar o maior tempo na rede.

 O ser humano de modo geral, é preguiçoso e gosta de ter acesso fácil a tudo o que precisa. A internet é um grande avanço para esse tipo de público, pois tem informação instantânea para quem já sabe o que busca e também para aqueles que navegam sem um objetivo único.

A internet chegou para ficar. Não é uma moda passageira e não haverá retrocesso. Por exemplo, um usuário de e-mail, jamais voltará a escrever uma carta, ter o trabalho de se deslocar até o correio e ainda esperar mais tempo para ter a resposta desejada.

Para o conteúdo on-line existem diversos elementos, além dos tradicionais, usados na cobertura impressa, por exemplo, seqüências de vídeos, áudio, ilustrações animadas.
O jornalismo digital esta desafiando os profissionais a se preparem para as redações, como um todo, para conhecer e lidar com essas transformações. É preciso desenvolver uma visão multidisciplinar, com noções de marketing e comerciais.

O jornalismo digital vai além de produzir ou colocar reportagens na Internet. É necessário pensar em enquête, tema para Chat, vídeos e áudios que interessem para os internautas. Os jornalistas on-line precisam pensar em elementos diferentes e que possam ser complementados.

O veículo digital é antagônico ao tradicional (ex. jornal), pois sua concepção parte de um grupo grande para um grupo pequeno, desta maneira é preciso saber chamar a atenção do leitor e fazer com que ele se interesse em procurar as notícias que lhe são úteis nas paginas da Web.

 No veículo digital é importante contextualizar a informação e saber criar uma hierarquia de importância para a notícia, sempre da mais para a menos importante.

Outro fator importante para ser observado na Internet é saber onde e em que horário publicar a matéria que tem em mão, pois não adianta ter uma ótima reportagem, se não observar esses itens na home page.

O usuário da Web tem a capacidade de decidir em que ordem quer ler as notícias, e isso exige que o jornalista encontre mais formas de contar histórias na Internet.

A Internet proporcionou um acesso à informação de maneira única. As pessoas podem encontrar qualquer coisa nas home page. Desde um endereço de restaurante até namorados. Isso significa que há muitos serviços oferecidos num portal que consegue preencher e resolver boa parte das necessidades do homem moderno.

Referência para realização do texto:

Ferrari, Pollyana. Jornalismo Digital. 2° ed. - São Paulo: Ed. Contexto, 2004. (Coleção Comunicação).


Escrita por Angely Biffi

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Por que fazer o seu evento sustentável?

Realizei minha pós-graduação em Gestão de Comunicação Executiva e Eventos.

Meu trabalho de conclusão de curso foi sobre o seguinte tema: CASAMENTO VERDE: UMA FORMA DE CASAR ECOLOGICAMENTE SUSTENTÁVEL.

Acho muito importante abordar o tema Sustentabilidade, pois é um tema que está em alta, mas ao mesmo tempo é um assunto muito novo.

Dessa forma, quero destrinchar aqui com vocês um pouco desse trabalho que produzi.

Vou colocar algumas partes, para que todos entendam um pouco da importância de um evento e principalmente um evento sustentável.

Boa leitura!

Por que fazer o seu evento sustentável?



Evento é um acontecimento que tem por finalidade uma comemoração ou a divulgação de informações, a cerca de um determinado assunto, promovendo dessa forma a imagem de uma instituição ou de uma pessoa.

No entanto, a proposta deste artigo, não é apenas falar sobre a realização de um simples evento, o objetivo principal é mostrar que podemos realizar eventos com características mais sustentáveis. Pensando nas gerações futuras, pois o setor de evento sempre terá seu espaço na sociedade, por isso, é de extrema importância que seja um setor responsável no âmbito ecológico, cuidando do meio ambiente com ações de responsabilidade social e sustentável.

Antes de abordarmos a questão sustentabilidade dentro de um evento, devemos entender o que realmente significa ser sustentável. Matias (2011) contextualiza o conceito de sustentabilidade que surgiu em 1987, a partir do relatório “Nosso Futuro Comum”, conhecido também como Relatório Brundtland, que indicou a necessidade de mudar padrões de produção e consumo em busca de um desenvolvimento sustentável, que satisfaça as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações satisfazer suas próprias necessidades. Em outras palavras, sustentabilidade pressupõe o equilíbrio entre três pilares: econômico, ambiental e social.

Atualmente, estamos vivendo um momento quando a preocupação com os impactos ambientais cresceu bastante e atingiu os mais diversos setores, sendo assim, foi essencial que os profissionais de eventos se enquadrassem nesse perfil e começassem a trabalhar com esse novo conceito, pois ter uma visão sustentável tornou-se um diferencial e um ponto decisivo para muitas vezes se ganhar a concorrência na hora de um trabalho.

Sabemos que um evento gera muita quantidade de lixo e por isso, pode vir a causar impactos negativos à imagem da instituição (ou pessoa). Dessa forma, implementar ações que levem à minimização dos impactos ambientais é favorável àqueles que se interessam pela prática da sustentabilidade e principalmente às instituições que investem ou pretendem investir em programas de responsabilidade socioambiental.

“O setor de eventos, por prestar serviços a uma infinidade de segmentos, é um ator multiplicador de ações mitigatórias nas mais diversas esferas da sociedade. Um evento que seja ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito, isto é, que busca sustentabilidade, deve levar em consideração, em seu processo de planejamento e realização, os impactos ambientais, desde a mensuração até a destinação dos resíduos gerados em sua realização, o consumo de energia elétrica e a neutralização das emissões de gás carbônico (CO²), geradas durante o evento, por meio de plantio de árvores nativas. Dessa forma, será um evento social e ambientalmente responsável”. (MATIAS, 2011, p. 200).

O setor de eventos vem contribuindo cada vez mais para o crescimento da economia brasileira e esses números tendem a aumentar com a realização da Copa do Mundo de 2014 e com os Jogos Olímpicos de 2016, por isso, é necessário que os profissionais de evento tenham a preocupação com a questão ambiental, é necessário planejar e mostrar para o país e para os estados que irão sediar esses eventos, os benefícios pós-evento, pois um evento sustentável pressupõe melhorias continuas nas redondezas onde aconteceu o evento. 

Os eventos de grande porte sejam eles shows, ou qualquer outro evento que tenha aglomeração de pessoas, todos causam impactos ambientais. Por isso, o pensamento principal de quem vai organizar um evento é garantir a preservação do meio ambiente, envolvendo desde os organizadores até o público que irá participar.

No mundo atual, fazer campanhas a favor do meio ambiente e conseguir que todos participem ficou mais fácil, pois temos a nosso favor as mídias sociais. A internet é uma aliada com grande poder e com uma capacidade imensa de atingir as pessoas de forma homogênea, com rapidez e com efetivação de participação.

João Paulo Motta em sua pesquisa sobre Marketing Ambiental: analisando eventos sustentáveis[1], ilustra um exemplo de como uma boa campanha a favor do meio ambiente pode dar certo para a realização de um evento com pensamento verde, o Planeta Brasil 2010, que aconteceu em Belo Horizonte, MG, no dia 24 de setembro. Foi a 2ª edição do evento sustentável, que teve início em 2009, e assim como o Marketing do SWU, explorou ao máximo a participação do público com promoções em redes sociais na internet e utilizando com consciência a mídia impressa. Outro ponto positivo foi o incentivo à educação ambiental para crianças e a iniciativa de realizar a compensação de gases de efeito estufa, mesmo sem a existência de um projeto de Lei, como ocorre em São Paulo. Todos os eventos deveriam seguir essa iniciativa, de não precisar de leis para fazer sua parte.

Eventos sempre serão danosos ao meio ambiente e isso é um fato inegável. Mas como podemos ver, o Marketing tem o papel fundamental de criar campanhas que respeitam o meio ambiente e trabalhar a participação do público, mostrando que elas também são responsáveis e que podem ajudar de várias formas na preservação do meio ambiente.
Por isso, atualmente, existe uma visão muito forte e nova no que tange à sustentabilidade na gestão de eventos, uma certificação chamada ISO 20121. A regulamentação da ISO 20121 ocorreu em junho de 2012 e, como toda ISO, a sua aplicação será opcional.

As empresas que se adequarem a essa nova norma terão inúmeras vantagens, não apenas economicamente, como também socialmente, com a possibilidade de cooperar efetivamente para um futuro sustentável.

Erich Burger Netto, diretor da Recicleiros explica que a norma ISO 20121 nasceu durante a preparação para as Olímpiadas de 2012 em Londres, a cidade sentiu a necessidade criar um padrão, regras de ações que dariam as diretrizes base para implementar sustentabilidade em eventos.

“Com essa necessidade em mãos a BSI (British Standards Institute) criou a BS8901, um padrão nacional da Inglaterra que gerou grande interesse internacional. Tamanho interesse que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em conjunto com a BSI entraram com uma proposta de desenvolvimento de uma nova norma para ser um padrão internacional, a ISO 20121. A ISO 20121 vem para servir de guia para a indústria de eventos. A norma deve estabelecer critérios para o planejamento e monitoramento das atividades relacionadas a produção de eventos, visando o alinhamento destas a padrões internacionais de sustentabilidade”. (NETTO, disponível em www.recicleiros.com.br/lixograma/entendendo-a-iso-20121. Acesso em 15/06/2012).


A norma ISO 20121 tem o objetivo de auxiliar na escolha dos locais de realização de eventos, na formação da rede de fornecedores, gestão da rede de suprimentos, padrões de operação, comunicação e transporte. A ideia de fazer com que as empresas, os organizadores de eventos utilizem esse novo método para que paradigmas sejam quebrados na indústria de eventos, e assim projetos mais sustentáveis sejam realizados do ponto de vista socioambiental.

Foram 35 países envolvidos no desenvolvimento da norma, são eles: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Malásia, Noruega, Peru, Quênia, Reino Unido, Rússia, Suécia e Suiça. Países observadores: Armênia, Finlândia, Hong Kong, Lituânia, Marrocos, Nova Zelândia, Polônia, República Tcheca, Singapura e Tailândia.

Erich Burger Netto, diretor da Recicleiros comenta a importância da ISO 20121, ela tem que ser vista como uma ferramenta de orientação para facilitar o entendimento do que é sustentabilidade pelas empresas que formam a indústria do entretenimento, com o objetivo de tornar essas operações mais ecoeficientes, e não apenas um selo a se conquistar. O que fatalmente veremos é uma corrida para se fazer o mínimo para conquistar a certificação, o que pode ser um tiro no pé. Esperamos que a normatização assegure medidas efetivas que possam ser comprovadas, para aqueles que querem a certificação.

O tema Sustentabilidade apresentado é um assunto muito atual e que preocupa o mundo todo. Apesar do nosso foco neste trabalho ser sustentabilidade em casamentos, é de extrema importância que tenhamos parâmetros de como essa questão ambiental afeta todos os setores da sociedade.

No período da realização deste projeto tivemos aqui no Brasil o evento Rio+20, dessa forma não poderíamos deixar de citar o valor desse encontro para o Brasil e para os demais países envolvidos, no âmbito do desenvolvimento sustentável.
Além disso, um trabalho que aborda o tema sustentabilidade, não poderia deixar de mencionar essa reunião que promove discussões que visam a melhoria do planeta no âmbito sustentável.

O Brasil desde a Rio-92 destacou como tópico central o desenvolvimento sustentável, e desde, essa época o tema ocupa lugar central na política externa brasileira.

É interessante destacar que a proposta do país sediar a Rio+20 se enquadra na prioridade de criar novas oportunidades para todos os países das Nações Unidas se reunirem mais uma vez no Rio de Janeiro, para discutir os rumos do desenvolvimento sustentável para os próximos vinte anos.

A assessoria de imprensa do Rio+20 afirma que é especial o significado de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro. Como sede da Cúpula da Terra, que consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável em 1992, o Rio de Janeiro é o local ideal para realização da Rio+20, que apontará os caminhos futuros do desenvolvimento. O legado da Rio-92 – principalmente a Declaração do Rio, a Agenda 21, a Convenção Quadro sobre Mudança do Clima e a Convenção sobre Diversidade Biológica - estarão associados para sempre à lembrança da intensa participação da sociedade civil em debates da ONU, gerando o que se chamou de  “espírito do Rio”.

Uma importante iniciativa tomada nesse evento e que serve de exemplo para todos os eventos que tenham o pensamento ecologicamente correto é a questão das emissões locais de gases de efeito estufa.

Para evidenciar o que afirmamos acima, temos uma notícia que foi publicada no site do Rio+20.

Podemos concluir que a Rio+20 é uma Conferência sobre desenvolvimento sustentável, e não apenas sobre o meio ambiente. O desafio da sustentabilidade, portanto, representa uma oportunidade excepcional para se mudar um modelo de desenvolvimento econômico que ainda precisa incluir plenamente as preocupações com o desenvolvimento social e a proteção ambiental.

Com este pensamento, acredito que conseguimos mostrar um pouco o porquê é importante fazer o seu evento sustentável, sendo assim, no próximo artigo podemos abordar de forma mais detalhada as tendências de um evento verde, o que é preciso ter para tornar seu evento ecologicamente correto.


Escrita por Angely Biffi





quinta-feira, 27 de junho de 2013

Filial SA2 realiza seu primeiro Café com Presidente

Na última terça-feira (25/06) o Presidente Ignacio Garat reuniu-se com os colaboradores da unidade.

O objetivo do Café que terá frequencia mensal é dar oportunidade aos funcionários de diversos níveis hierárquicos de discutirem com o nosso Presidente questões relacionadas à empresa, tratar de assuntos relevantes, tirar dúvidas e esclarecer informações sobre a TNT.
Ignacio deixou todos os participantes a vontade, enfatizando que aquele momento era realmente para terem uma conversa, um diálogo. “Todos podem perguntar o que desejarem, não existe pergunta ruim. Espero estar iluminado para responder as perguntas solicitadas".

Durante o encontro vários temas foram levantados pelos participantes. Desde assuntos aparentemente mais simples até assuntos mais polêmicos. O Presidente durante toda a conversa escutou atentamente as dúvidas e sugestões dos colaboradores e não deixou de responder a nenhuma pergunta levantada.
A ideia é estender o modelo do Café com Presidente para as demais Regionais.

A TNT quer fazer a diferença junto com você!


Escrita por Angely Biffi
Comunicação TNT

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Tex Gunning se encontra com colaboradores da TNT Brasil

Novo CEO faz discurso para os colaboradores.

O novo CEO (Presidente Mundial), Tex Gunning esteve na última quarta-feira (19/06) na Filial SA2 para se apresentar e abordar alguns pontos importantes sobre o futuro da empresa.

Tex reforçou que o Brasil está entrando em uma fase de consolidação e que enxerga um bom futuro para os negócios da empresa aqui no país. Ele aproveitou para parabenizar todos os colaboradores, mencionando que já houve uma grande evolução nos resultados, mas que ainda é necessário a força e a união de todos para chegarmos ao resultado esperado.

Durante seu discurso, ele também comentou sobre a questão que mais preocupa todos os funcionários: a venda da empresa no Brasil. Segundo o CEO, a TNT continua em busca de um comprador, porém, não será vendida a qualquer preço. “Queremos que paguem o preço justo, o que realmente ela vale, não venderemos para qualquer comprador e a qualquer preço. Queremos preservar nosso negócio e fazer com que continuemos dando bons resultados em nosso ramo”, afirmou Tex.

Tex Gunning também garantiu que caso a TNT não consiga um comprador, eles irão continuar com o negócio no Brasil e fazer de tudo para que o resultado continue progredindo. Outro ponto levantado por Tex  é de que a TNT Global também está passando por dificuldades e que essa não é uma questão isolada do Brasil. 

No entanto, ele afirmou estar confiante no mercado brasileiro, disse que o Brasil é um país de grande importante e que tem certeza que a TNT continuará crescendo em nossa região.



Após sua explanação, foi aberto espaço aos colaboradores para fazerem suas perguntas. 

Erica Marcos, Especialista de Responsabilidade Corporativa, aproveitou o momento para questionar sobre a priorização de projetos na área de sustentabilidade. “Estamos passando por uma fase de crescimento, para que nos consolidemos de forma concreta precisamos de recursos e projetos de curto prazo. Os Projetos da área de Responsabilidade Corporativa são sempre de médio e longo prazo. Como você vê a priorização desses projetos considerando o cenário atual?”, questiona Erica.

Tex responde de forma simpática e direta a pergunta da colaboradora. “Semana passada tivemos uma reunião na Holanda e discutimos exatamente este assunto. Você só pode cuidar dos outros sem primeiro cuidar de si mesmo. Nós não vamos investir muito dinheiro em projetos sociais enquanto tivermos pessoas sendo desligadas em função de reestruturações, como por exemplo, como a que tivemos que fazer na Itália no mês passado, onde mais de 800 pessoas foram desligadas. Nós temos que dar a nossa contribuição para o meio ambiente, temos que fazer algo para torná-lo sustentável. Uma boa ação é continuarmos reduzindo a questão do gás carbônico, Das questões ambientais  não abriremos mão”. Para ressaltar a agenda ambiental, Tex afirmou que a melhor solução para o negócio no momento é a adoção de caminhões mais leves, pois assim, obtemos ganhos econômicos imediatos e dessa forma, temos uma relação ganha ganha, ganha a empresa e ganha o meio ambiente.


Encerrando o seu pronunciamento, ele agradeceu a participação de todos e disse que espera voltar mais vezes ao Brasil. Reforçou também seu pedido de apoio e colaboração de todos, com a frase: Este negócio não é meu, ele é de vocês. Façam a Diferença! Vocês podem fazer a diferença!



Escrita por Angely Biffi
Comunicação TNT

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dia dos Namorados - história

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. Em Portugal, assim como em muitos outros países, comemora-se no dia 14 de Fevereiro. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo António, também conhecido pela fama de "casamenteiro".




História

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a).Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo fora, aproximadamente mil milhões (Portugal) (um bilhão no Brasil) de cartões com mensagens românticas são enviados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.

Data no Brasil

No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro.A data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o comerciante João Dória5 trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com o Dia de São Valentim — que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.

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